Tânia Aosani Psicologia – Blog https://taniaosanipsicologia.com.br/blog Abordagem Centrada na Pessoa Mon, 04 Dec 2023 13:50:03 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=5.7.10 O que impulsiona você: Ansiedade ou Motivação? https://taniaosanipsicologia.com.br/blog/o-que-impulsiona-voce-ansiedade-ou-motivacao/ https://taniaosanipsicologia.com.br/blog/o-que-impulsiona-voce-ansiedade-ou-motivacao/#respond Mon, 04 Dec 2023 13:42:29 +0000 https://taniaosanipsicologia.com.br/blog/?p=638 1 minuto Você já se perguntou o que realmente o impulsiona a agir? Considere a possibilidade de que a ansiedade, e não a motivação, pode ser a força que o impulsiona a realizar suas atividades. Este é um aspecto raramente discutido, mas que muitos experimentam: a ansiedade, quando não reconhecida ou quando se manifesta como um aumento do estresse ou como um transtorno, pode inadvertidamente servir de estímulo para nossas ações cotidianas. A ansiedade frequentemente nos faz sentir inquietos e nos leva a realizar Continue lendo

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Você já se perguntou o que realmente o impulsiona a agir? Considere a possibilidade de que a ansiedade, e não a motivação, pode ser a força que o impulsiona a realizar suas atividades. Este é um aspecto raramente discutido, mas que muitos experimentam: a ansiedade, quando não reconhecida ou quando se manifesta como um aumento do estresse ou como um transtorno, pode inadvertidamente servir de estímulo para nossas ações cotidianas.

A ansiedade frequentemente nos faz sentir inquietos e nos leva a realizar várias tarefas na tentativa de nos acalmar. Isso difere da motivação, que é uma força interna que direciona e sustenta nossas ações significativas, e pode até mesmo ocultar sintomas de depressão.

Mas, qual é a verdadeira diferença entre ansiedade e motivação?

Enquanto a motivação é uma força interna que emerge para orientar e manter nossas ações mais significativas, a ansiedade é uma reação natural do corpo a situações percebidas como ameaçadoras ou estressantes. A ansiedade pode se manifestar como inquietação, preocupação ou nervosismo, e geralmente é temporária.

Porém, quando é intensa, persistente e interfere significativamente na vida diária, pode indicar um transtorno de ansiedade.

Você já se questionou se isso pode estar acontecendo com você?

Ao reconhecer que estamos ansiosos, e não motivados, buscar ajuda profissional é essencial não só para reduzir a ansiedade, mas também para redescobrir e redefinir nossa motivação. Este processo pode desvendar questões como: O que te faz sentir bem ou realizado? Quais atividades você gosta ou não? Neste contexto, a ansiedade age como uma nuvem de fumaça, impedindo a clareza de autoconhecimento, que é vital neste processo.

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Entendendo a Depressão Masculina: manifestações e caminhos para o tratamento https://taniaosanipsicologia.com.br/blog/entendendo-a-depressao-masculina-manifestacoes-e-caminhos-para-o-tratamento/ https://taniaosanipsicologia.com.br/blog/entendendo-a-depressao-masculina-manifestacoes-e-caminhos-para-o-tratamento/#respond Mon, 20 Nov 2023 11:10:10 +0000 https://taniaosanipsicologia.com.br/blog/?p=634 1 minuto A depressão em homens é uma condição complexa que pode ser difícil de identificar, pois além de afetar o estado mental e emocional, também pode ter manifestações físicas. Homens deprimidos podem experimentar desde aperto no peito e uma série de problemas digestivos até disfunção erétil e alterações no peso. Esses sintomas físicos muitas vezes são os primeiros a serem notados, mas a depressão não se limita a eles. Mentalmente, a depressão pode turvar a capacidade de concentração e memória, levando a pensamentos Continue lendo

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A depressão em homens é uma condição complexa que pode ser difícil de identificar, pois além de afetar o estado mental e emocional, também pode ter manifestações físicas. Homens deprimidos podem experimentar desde aperto no peito e uma série de problemas digestivos até disfunção erétil e alterações no peso. Esses sintomas físicos muitas vezes são os primeiros a serem notados, mas a depressão não se limita a eles.

Mentalmente, a depressão pode turvar a capacidade de concentração e memória, levando a pensamentos obsessivo-compulsivos e uma sensação de que os pensamentos estão em uma corrida constante. O sono também pode ser afetado, com dificuldades para adormecer ou manter o sono.

Emocionalmente, a depressão pode não se apresentar apenas como tristeza. Homens podem se sentir agitados, agressivos e irritados, muitas vezes se afastando emocionalmente de amigos e familiares, perdendo o interesse nas atividades que antes lhes davam prazer e sentindo-se sem esperança.

Os sinais da depressão masculina

No comportamento, esses sinais podem levar a dificuldades em cumprir com as responsabilidades do dia a dia, abuso de substâncias, comportamentos de risco e isolamento social. Curiosamente, muitas vezes são esses sinais comportamentais que se tornam mais evidentes para os outros, já que alguns homens resistem em discutir suas emoções.

A depressão pode ser especialmente difícil de diagnosticar em homens devido às expectativas sociais que incentivam a repressão emocional. Muitos homens não são ensinados a reconhecer os sinais de depressão, o que pode levar a um sofrimento silencioso e não tratado. O tratamento geralmente envolve psicoterapia e pode incluir medicamentos, especialmente em casos mais graves. 

É fundamental buscar ajuda profissional quando os sintomas começam a interferir significativamente na vida cotidiana. Em situações de crise, como pensamentos ou tentativas de suicídio, é imprescindível procurar assistência imediata de serviços de emergência. Reconhecer e tratar a depressão é vital, pois permite que os homens afetados possam recuperar o bem-estar e viver de forma mais plena.

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Como lidar com o excesso de informações sem adoecer? https://taniaosanipsicologia.com.br/blog/como-lidar-com-o-excesso-de-informacoes-sem-adoecer/ https://taniaosanipsicologia.com.br/blog/como-lidar-com-o-excesso-de-informacoes-sem-adoecer/#respond Thu, 09 Nov 2023 13:18:47 +0000 https://taniaosanipsicologia.com.br/blog/?p=630 5 minutos Você já percebeu quanto tempo do seu dia você passa conectado a sites de notícias, redes sociais, jogos e mídias de entretenimento em geral? O acesso às mais diversas ferramentas online é chamado de hiperconectividade. Quando você pensa sobre isso, percebe os prejuízos dessa conexão em sua vida? Alguns danos começam a existir quando passamos muito tempo nos dispositivos e ambientes digitais, a ponto de deixarmos de fazer o que era importante, procrastinamos, temos dificuldades de sair para socializar e de realizar Continue lendo

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Você já percebeu quanto tempo do seu dia você passa conectado a sites de notícias, redes sociais, jogos e mídias de entretenimento em geral? O acesso às mais diversas ferramentas online é chamado de hiperconectividade. Quando você pensa sobre isso, percebe os prejuízos dessa conexão em sua vida?

Alguns danos começam a existir quando passamos muito tempo nos dispositivos e ambientes digitais, a ponto de deixarmos de fazer o que era importante, procrastinamos, temos dificuldades de sair para socializar e de realizar outras atividades.

Podemos sentir alterações de sono, irritabilidade, cansaço, dificuldade de atenção e memória, tristeza, desânimo, sofrimento em decorrência das comparações, baixa autoestima, entre outros. Uma observação importante, de que esse excesso pode estar se tornando um vício em sua vida, é quando você passa a dormir com o celular na cama e a checá-lo como a primeira atividade ao acordar.

Em uma pesquisa realizada pelo Datafolha em 2022, sobre a Saúde Mental dos Brasileiros em relação ao uso das redes sociais, demonstrou-se que a influência na saúde mental vem sendo apresentada por alguns fatores, entre eles:

  • Sentimento de cobrança para se manter ativo online;
  • Medo de julgamento e ataques por conta do conteúdo postado em seus perfis;
  • Insatisfação com a própria vida pela comparação com as de outras pessoas.
Isso tem ocorrido com você? Tem se sentido assim?

Como não adoecer diante da hiperconectividade?

Para não adoecermos diante de tantas conexões, precisamos ter consciência do que de fato precisamos, do que estamos fazendo e quais são as nossas necessidades ao nos conectarmos.

Uma forma de pensar sobre isso é se perguntar: Do que você precisa de informação para o seu dia e o que é apenas entretenimento ou outras necessidades? O que você encontra no tempo que passa na internet que não tem encontrado na sua vida? É diversão? Entretenimento? Prazer? Fuga? O famoso “matar tempo”? Se este for o caso, de estar conectado para “matar tempo” da sua vida, o que pode ser tão caótico ou desanimador que você precisa fugir da sua realidade?

As diversas mídias sociais, principalmente as redes sociais, produzem ansiedade e necessidades que, na maioria das vezes, não são nossas. Quantas vezes você pensou que precisa guardar dinheiro para viajar e conhecer o mundo, sem se perguntar profundamente se você gosta de viajar?

Ou que precisa trocar de emprego para ganhar mais dinheiro, sem refletir se realmente deseja isso? Se nos entregarmos às opções que nos são apresentadas, arriscamos perder o controle sobre a nossa própria vida, sobre o nosso tempo, sobre nós mesmos. É nesse sentido que chamo a atenção para o quanto precisamos estar conscientes das nossas verdadeiras necessidades. Quando acessamos a rede, o que vamos buscar ali?

É muito fácil se perder.

Vou dar um exemplo que acontece comigo: entro no Instagram para fazer uma publicação, aí vejo uma notícia que me chama a atenção, que me leva a um livro que me interessa e assim por diante, e quando percebo, já se passaram 30 minutos, sabendo que eu só precisava de dez para fazer o que tinha ido fazer ali.

É uma diversidade grande de estímulos que é difícil mesmo fugir, afinal os algoritmos trabalham exatamente para isso: nos manter conectados o maior tempo possível de nossas vidas. As mídias são feitas para nos prender, por isso quem terá de ter o controle sobre si, nessa conexão, somos nós mesmos.

É você que pode ter o controle da sua vida, é você que estabelece as regras, pelo menos neste aspecto. Isso me faz lembrar por que temos tanta dificuldade em nos orientar, em nos guiar por nós mesmos, de nos colocar limites. Se pararmos para analisar, na maior parte das nossas vidas fomos orientados por terceiros: nossos pais, professores, sociedade, sobre o que “devemos” fazer e como agir.

Foram fases necessárias para o nosso desenvolvimento, mas também é importante aprender a ter autonomia emocional, o que é menos comum de acontecer. Então, quando estamos diante de uma escolha como esta, de estabelecer limites a nós mesmos e refletir sobre por que estamos tanto tempo conectados em algo que pode estar nos trazendo prejuízos, podemos encontrar dificuldades em nos guiar.

O que fazer para se desconectar dos excessos?

Faz sentido começar acolhendo a sua dificuldade de desconectar, pois este é um desafio de todos, não é algo simples. Também é importante saber identificar o que você precisa ao acessar qualquer ambiente virtual. Lembre-se qual foi o seu objetivo ao acessar a rede, para não se perder nos estímulos e informações.

Esteja consciente das suas necessidades, estabeleça limites, utilize os recursos dos seus aparelhos para saber quantas horas por dia ou por semana você está conectado e identifique os prejuízos que essa superconexão pode estar trazendo para sua vida. Que outras atividades podem trazer prazer ao seu dia a dia e que ajudam a sair da hiperconectividade? Em qual área da sua vida você tem sentido maiores danos?

Se você perceber que está com uso excessivo de informações, de múltiplas conexões e de tempo gasto nos dispositivos e ambientes digitais, o autoconhecimento por meio da psicoterapia pode ajudar a conhecer melhor a si mesmo, às suas necessidades, a desenvolver a autonomia emocional e a gerenciar suas emoções e sentimentos para possibilitar o empoderamento de si, com respeito aos seus limites pessoais e a identificar estratégias que podem ajudar a diminuir esse uso.

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Coragem e Autoaceitação: O Caminho para a Autenticidade https://taniaosanipsicologia.com.br/blog/coragem-e-autoaceitacao-o-caminho-para-a-autenticidade/ https://taniaosanipsicologia.com.br/blog/coragem-e-autoaceitacao-o-caminho-para-a-autenticidade/#respond Tue, 31 Oct 2023 00:25:12 +0000 https://taniaosanipsicologia.com.br/blog/?p=626 2 minutos Na tapeçaria colorida da vida, cada fio entrelaça histórias de coragem e autoaceitação. São palavras que, como faróis no nevoeiro da existência, iluminam o caminho daqueles que buscam a autenticidade em um mundo marcado pela constante transformação. O Espelho da Coragem A coragem não nasce do nada; ela é cultivada nas profundezas da alma, alimentada por pequenos atos de bravura no cotidiano. A coragem é aquele sussurro que nos incita a levantar após cada queda, a voz que nos convoca a enfrentar Continue lendo

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Na tapeçaria colorida da vida, cada fio entrelaça histórias de coragem e autoaceitação. São palavras que, como faróis no nevoeiro da existência, iluminam o caminho daqueles que buscam a autenticidade em um mundo marcado pela constante transformação.

O Espelho da Coragem

A coragem não nasce do nada; ela é cultivada nas profundezas da alma, alimentada por pequenos atos de bravura no cotidiano. A coragem é aquele sussurro que nos incita a levantar após cada queda, a voz que nos convoca a enfrentar os espectros de nossos medos. Ela é a força que nos permite enfrentar o desconhecido, seja ao mudar de carreira, expressar um sentimento ou simplesmente começar algo novo.

Mas, o que seria da coragem sem a sua companheira silenciosa, a autoaceitação? É ela que nos dá a chave para compreender e aceitar nossas imperfeições, reconhecendo-as não como falhas, mas como aspectos únicos da nossa essência. Na jornada da autoaceitação, aprendemos a abraçar nossas peculiaridades, percebendo que a beleza da vida reside na diversidade de seus tons.

A Dança entre Coragem e Autoaceitação

Quando a coragem e a autoaceitação dançam juntas, elas criam uma melodia que ressoa com autenticidade. Nessa dança, aprendemos a nos libertar das correntes da dúvida e a pisar no solo fértil da confiança. Cada passo dado é um testemunho da nossa capacidade de superar obstáculos e reescrever histórias.

Este é o baile da vida, onde aprendemos que a coragem não significa a ausência de medo, mas a decisão de enfrentá-lo. E a autoaceitação não implica em conformismo, mas na compreensão de que somos obras em constante evolução.

As Páginas da Nossa História

Cada um de nós carrega um livro interno, repleto de capítulos de alegrias, tristezas, conquistas e desafios. A coragem nos motiva a continuar escrevendo, mesmo quando as palavras parecem fugir. A autoaceitação nos ensina que cada parágrafo, mesmo os mais doloridos, compõe a beleza da nossa história.

Nas páginas da vida, desenhamos o retrato da nossa jornada, não com tintas de perfeição, mas com as cores vivas da nossa verdade. A coragem nos permite ser os artistas de nossa existência, enquanto a autoaceitação nos mostra a beleza da obra que estamos criando.

Um Convite à Jornada

Assim, convidamos a cada um a embarcar nesta jornada de descoberta e transformação. Que a coragem seja a vela que impulsiona o barco, e a autoaceitação, o farol que guia o caminho. Pois é no encontro dessas duas forças que cada um de nós pode trilhar um caminho autêntico, pintando a tela da vida com as cores mais verdadeiras do ser.

Embarcamos, então, nesta aventura com a certeza de que, no final, o que realmente importa não é o destino, mas as descobertas e transformações que ocorrem durante o percurso. Coragem e autoaceitação não são apenas palavras; são as asas que nos permitem voar para além dos nossos horizontes conhecidos, rumo ao infinito de nossas possibilidades.

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Falando sobre superação depois de ler a autobiografia de Viola Davis: ‘Em Busca de Mim’ https://taniaosanipsicologia.com.br/blog/falando-sobre-superacao-depois-de-ler-a-autobiografia-de-viola-davis-em-busca-de-mim/ https://taniaosanipsicologia.com.br/blog/falando-sobre-superacao-depois-de-ler-a-autobiografia-de-viola-davis-em-busca-de-mim/#respond Wed, 11 Oct 2023 12:54:24 +0000 https://taniaosanipsicologia.com.br/blog/?p=622 3 minutos Photo by Gage Skidmore “Em busca de mim” é uma autobiografia da atriz Viola Davis, publicada em 2022. No livro, Davis narra sua história desde a infância difícil em Rhode Island, nos Estados Unidos, até o estrelato. Nascida em uma família pobre e desestruturada. Sua mãe era alcoólatra e seu pai era violento. Ela foi vítima de abuso sexual e racismo desde a infância. Apesar das adversidades, Davis sempre sonhou em ser atriz. Ela começou a atuar em peças de teatro na Continue lendo

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Photo by Gage Skidmore

“Em busca de mim” é uma autobiografia da atriz Viola Davis, publicada em 2022. No livro, Davis narra sua história desde a infância difícil em Rhode Island, nos Estados Unidos, até o estrelato. Nascida em uma família pobre e desestruturada. Sua mãe era alcoólatra e seu pai era violento. Ela foi vítima de abuso sexual e racismo desde a infância.

Apesar das adversidades, Davis sempre sonhou em ser atriz. Ela começou a atuar em peças de teatro na escola e, aos 19 anos, mudou-se para Nova York para seguir sua carreira. Viola Davis enfrentou muitos desafios no início. Ela foi rejeitada por muitos papéis e teve que trabalhar como garçonete para se sustentar. Mas ela nunca desistiu de seu sonho. Com talento e determinação, conquistou seu espaço na Broadway e no cinema.

Em 2016, Davis ganhou o Oscar de melhor atriz por sua atuação no filme Fences. Ela foi a primeira mulher negra a ganhar o prêmio desde Halle Berry, em 2002. “Em busca de mim” é um livro inspirador que conta a história de uma mulher que venceu todas as adversidades para alcançar o sucesso.

O livro aborda diversos temas, incluindo superação, empoderamento, racismo e inspiração para quem quer lutar por seus sonhos. A superação é um dos mais impactantes. A história de todas as adversidades que a atriz teve que enfrentar poderiam ter um rumo totalmente diferente. Alerto que não se trata de uma motivação simplória, mas sim de como obstáculos que vamos encontrando ao longo do caminho são possíveis de serem vencidos. Não há mérito, cada história é única, mas todo ser humano tem em si essa capacidade. 

Superação na psicologia

A superação é um processo psicológico que envolve a capacidade de lidar com adversidades e situações difíceis. É um processo que pode ser longo e desafiador, mas que pode levar ao crescimento e à transformação pessoal. Na psicologia, a superação é frequentemente estudada em contextos de trauma e perda. Nesses contextos, as pessoas são confrontadas com experiências que podem ser extremamente difíceis de lidar. No entanto, muitas pessoas são capazes de superar esses desafios e reconstruir suas vidas. Existem diversos fatores que podem contribuir para a superação, incluindo a resiliência, o apoio social, a autoestima e desenvolver habilidades de enfrentamento. 

Gosto de pensar na palavra superação como –  viver, continuar, seguir em frente, apesar daquilo que nos aconteceu, das perdas, dos traumas, dos medos, das traições… A nossa história de vida contribui para sermos quem somos, nossas dificuldades e facilidades, mas ela não determina a nossa existência. Há formas de resistir, formas de sermos mais resilientes ao passado e ao que nos acontece no presente. 

Sinto que a superação começa quando assumimos alguma responsabilidade. O que aconteceu no passado aconteceu, mas no momento presente, é minha responsabilidade fazer algo sobre isso. No livro, Viola conta como ela foi superando e passando pelas adversidades da vida, foi encontrando jeitos de lidar com os traumas (passados e presentes) contando com a ajuda profissional da psicoterapia. Sinto que a história dela nos dá forças para seguirmos com as nossas.

A superação é um processo individual e não há uma fórmula única para alcançá-la. No entanto, existem algumas estratégias que podem ajudar, como aceitar a situação. O primeiro passo para superar uma adversidade é aceitá-la. Isso não significa que você precisa gostar da situação, mas que precisa aceitá-la como ela é. Buscar apoio também é fundamental. Procurar apoio de pessoas que você confia e de um profissional de psicologia pode ser muito importante para o processo de superação.

Cuidar de si mesmo física e emocionalmente durante o processo de superação. Faça coisas que te façam bem e que te ajudem durante o processo. E por fim, buscar ajuda profissional. Se você estiver tendo dificuldade em superar uma adversidade, procure ajuda profissional. A psicoterapia pode te ajudar a desenvolver estratégias de enfrentamento e a lidar com as emoções que estão associadas à situação.

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Angústia: a emoção incompreendida da vida moderna https://taniaosanipsicologia.com.br/blog/angustia-a-emocao-incompreendida-da-vida-moderna/ https://taniaosanipsicologia.com.br/blog/angustia-a-emocao-incompreendida-da-vida-moderna/#respond Wed, 06 Sep 2023 14:04:23 +0000 https://taniaosanipsicologia.com.br/blog/?p=615 4 minutos A angústia é um tema comum na psicoterapia e pode ser abordada de diversas maneiras, dependendo da abordagem terapêutica utilizada. Na abordagem humanista de Carl Rogers, a angústia é vista como uma expressão da incongruência entre o self real e o self ideal. Um estado de desacordo interno. Rogers acreditava que a angústia surge quando as pessoas não conseguem expressar suas emoções e necessidades de forma autêntica e quando não se sentem aceitas e compreendidas pelos outros.  Na psicoterapia centrada na pessoa, Continue lendo

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A angústia é um tema comum na psicoterapia e pode ser abordada de diversas maneiras, dependendo da abordagem terapêutica utilizada. Na abordagem humanista de Carl Rogers, a angústia é vista como uma expressão da incongruência entre o self real e o self ideal. Um estado de desacordo interno.

Rogers acreditava que a angústia surge quando as pessoas não conseguem expressar suas emoções e necessidades de forma autêntica e quando não se sentem aceitas e compreendidas pelos outros. 

Na psicoterapia centrada na pessoa, o terapeuta busca criar um ambiente terapêutico que ofereça genuinidade, aceitação e empatia para ajudar o cliente a se sentir compreendido e aceito, de forma a ampliar a percepção de si, de suas necessidades e no reconhecimento de seu valor como pessoa, o que pode ajudar a reduzir a angústia. 

A angústia pode ser vista como uma parte natural da condição humana, uma vez que os seres humanos são confrontados com a finitude, a liberdade e a responsabilidade. A psicoterapia busca ajudar o cliente a encontrar um sentido e propósito na vida, ajudando a lidar com a angústia existencial. 

Em geral, a psicoterapia é um caminho que possibilita lidar com a angústia ao oferecer um espaço seguro para a expressão de emoções e necessidades, ao ajudar a identificar e modificar padrões de pensamento e comportamento disfuncionais e ao promover o desenvolvimento de habilidades de enfrentamento e resiliência.

Qual é a diferença entre ansiedade e angústia 

A ansiedade e a angústia são sentimentos relacionados, mas apresentam diferenças para a psicoterapia. Algumas diferenças entre ansiedade e angústia são:

Ansiedade:

  • É um estado emocional caracterizado por preocupações constantes, pensamentos acelerados e apreensão;
  • Pode ser acompanhada por sintomas físicos, como sudorese, palpitações e tremores;
  • Pode ser um sintoma de transtornos depressivos, transtornos de ansiedade, outros sofrimentos psíquicos ou existenciais e doenças físicas.
  • Pode ser tratada com psicoterapia e, quando necessário, associada ao acompanhamento médico especializado e ao uso de medicamentos.

Angústia: 

  • É um estado emocional caracterizado por uma sensação de desconforto, inquietação e aperto no peito;
  • Pode ser acompanhada por sintomas físicos, como palpitações, dores no peito, dores de cabeça, sudorese;
  • Pode ser um sintoma de transtornos depressivos, transtornos de ansiedade,  outros sofrimentos psíquicos ou existenciais e doenças físicas;
  • Pode ser tratada com psicoterapia e, quando necessário, associada ao acompanhamento médico especializado e ao uso de medicamentos.

Na abordagem humanista de Carl Rogers, a ansiedade pode ser vista como uma resposta a situações estressantes ou ameaçadoras e a angústia como um estado de desacordo interno que gera uma sensação de desconforto e de vazio, incerteza e insegurança frente às situações e escolhas da vida. Ambos os sentimentos podem ser abordados na psicoterapia, dependendo da abordagem terapêutica utilizada e das necessidades do cliente.

Como identificar se estou sentindo ansiedade ou angústia

Para identificar se estamos sentindo ansiedade ou angústia na psicoterapia, podemos prestar atenção aos seguintes aspectos:

Ansiedade:

  • Estado emocional caracterizado por preocupações constantes e apreensão.
  • Pode ser acompanhada por sintomas físicos, como sudorese, palpitações e tremores.
  • Pode ser um sintoma de transtornos de ansiedade, depressão, outros sofrimentos psíquicos ou doenças físicas.
  • Pode ser tratada com psicoterapia e/ou medicamentos.

Angústia:

  • Estado emocional caracterizado por uma sensação de desconforto, vazio, inquietação e aperto no peito.
  • Pode ser um sintoma de transtornos depressivos, transtornos de ansiedade, outros sofrimentos psíquicos ou existenciais e doenças físicas.
  • Pode ser tratada com psicoterapia e/ou medicamentos.

É importante lembrar que a ansiedade e a angústia são sentimentos relacionados e podem coexistir em uma mesma pessoa. Na psicoterapia, os profissionais de psicologia podem ajudar o cliente a identificar e compreender seus sentimentos, bem como a desenvolver estratégias para lidar com eles de forma mais saudável e adaptativa.

Fontes:

ROGERS, Carl J. Terapia Centrada no Cliente. São Paulo: Martins Fontes, 1992.

A compreensão de angústia na psicoterapia de Carl R. Rogers: breve estudo

Angústia E Psicoterapia | Angerami-Camon

https://psicoter.com.br/angustia/https://www.vittude.com/blog/angustia/

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Por que você está com depressão? Alguém já te fez essa pergunta? https://taniaosanipsicologia.com.br/blog/por-que-voce-esta-com-depressao-alguem-ja-te-fez-essa-pergunta/ https://taniaosanipsicologia.com.br/blog/por-que-voce-esta-com-depressao-alguem-ja-te-fez-essa-pergunta/#respond Wed, 30 Aug 2023 23:48:05 +0000 https://taniaosanipsicologia.com.br/blog/?p=612 2 minutos Um relato sobre depressão viralizou no Twitter recentemente. A pessoa, que vamos preferir manter no anonimato aqui, relatou que ao procurar um médico disse que estava deprimida. A reação do profissional foi indicar um tratamento psicológico e psiquiátrico. A frase da paciente viralizou, justamente, porque ela se questionava se o médico não deveria ter perguntado, antes de tudo, porque ela estava deprimida. Ela se perguntava: “Será que a resposta é tão óbvia? Estou deprimida, porque tenho depressão?” A depressão é uma condição Continue lendo

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Um relato sobre depressão viralizou no Twitter recentemente. A pessoa, que vamos preferir manter no anonimato aqui, relatou que ao procurar um médico disse que estava deprimida. A reação do profissional foi indicar um tratamento psicológico e psiquiátrico. A frase da paciente viralizou, justamente, porque ela se questionava se o médico não deveria ter perguntado, antes de tudo, porque ela estava deprimida. Ela se perguntava: “Será que a resposta é tão óbvia? Estou deprimida, porque tenho depressão?”

A depressão é uma condição complexa com aspectos biológicos, psicológicos, sociais e existenciais. A abordagem adotada pela maioria dos profissionais de saúde mental é o modelo biopsicossocial para compreender a saúde mental. A depressão (e a saúde psicológica) está longe de ser um assunto simples.

Para diagnosticar a depressão, é necessário uma avaliação clínica especializada feita de preferência por um médico psiquiatra. Ainda não existem exames laboratoriais ou de imagem específicos para diagnosticar a depressão. O diagnóstico é feito a partir de uma conversa sobre o histórico familiar, o momento atual vivido e alguns testes para avaliar o estado mental. 

O diagnóstico de depressão requer a presença de cinco ou mais sintomas que incluem obrigatoriamente estado deprimido ou anedonia, sem causas aparentes, durante pelo menos duas semanas. Alguns dos sintomas mais comuns incluem tristeza recorrente, falta de interesse ou prazer diminuído em atividades de rotina, problemas com o sono, fadiga, alterações no apetite, sentimentos de inutilidade ou culpa, dificuldade de concentração e pensamentos suicidas. 

Entretanto, para muitos, fatores como luto, trauma, autoestima baixa, mudanças de papéis, perda de sentido, questões de identidade, relacionamentos, e mais, parecem desempenhar um papel na depressão. Portanto, intervenções comunitárias e psicológicas frequentemente são necessárias. É desafiador se libertar de uma condição que pode estar, em parte, ligada ao estresse crônico quando se está constantemente sob estresse crônico. E, além disso, o significado atribuído a esse estresse e a forma como se lida com ele têm um papel lógico. O significado que atribuímos ao nosso sofrimento geralmente afeta nossa resiliência diante dele.

A proporção em que fatores biológicos, psicológicos, sociais e espirituais contribuem varia de pessoa para pessoa. No entanto, uma avaliação abrangente de cada uma dessas áreas, seguida por uma abordagem individualizada, pode ser fundamental para um tratamento eficaz da depressão. E, como muitos outros apontaram, talvez a pergunta inicial que devêssemos fazer seja: “O que aconteceu?” em vez de “O que está errado?” (Milton, 2022).

Milton, H. (2022). Livros: O que aconteceu com você? Conversas sobre Trauma, Resiliência e Cura: Experiências de Adversidade.

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Será que você não está dando muito valor à competência? https://taniaosanipsicologia.com.br/blog/sera-que-voce-nao-esta-dando-muito-valor-a-competencia/ https://taniaosanipsicologia.com.br/blog/sera-que-voce-nao-esta-dando-muito-valor-a-competencia/#respond Tue, 22 Aug 2023 23:52:26 +0000 https://taniaosanipsicologia.com.br/blog/?p=608 5 minutos Em nossa cultura atual, há uma grande ênfase na competência e na adequação. Somos bombardeados, o tempo todo, com mensagens de que precisamos ser os melhores em tudo o que fazemos, e que precisamos estar em um relacionamento perfeito, em ascendência na carreira, realizados financeiramente, fisicamente e mentalmente. Isso pode ser uma fonte de grande ansiedade e estresse, pois pode ser difícil viver de acordo com essas expectativas. Se você está lutando para se sentir competente no trabalho ou adequado em qualquer Continue lendo

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Em nossa cultura atual, há uma grande ênfase na competência e na adequação. Somos bombardeados, o tempo todo, com mensagens de que precisamos ser os melhores em tudo o que fazemos, e que precisamos estar em um relacionamento perfeito, em ascendência na carreira, realizados financeiramente, fisicamente e mentalmente. Isso pode ser uma fonte de grande ansiedade e estresse, pois pode ser difícil viver de acordo com essas expectativas.

Se você está lutando para se sentir competente no trabalho ou adequado em qualquer que seja a situação, saiba que não está só. Estas são experiências comuns que todos experimentam em algum momento de suas vidas. Mas quando falamos de trabalho, a pressão costuma ser um pouco maior e motivo de ansiedade. A busca por competência pode afetar a saúde mental no trabalho de várias maneiras. 

  1. Pressão e estresse: A busca constante pelo desenvolvimento e aprimoramento de competências pode levar a uma pressão excessiva e estresse no ambiente de trabalho. Isso pode afetar negativamente a saúde mental dos colaboradores, aumentando o risco de ansiedade, depressão e outros problemas de saúde mental.
  2. Contradições na gestão: A gestão por competência pode ter efeitos negativos na saúde mental dos colaboradores, especialmente se houver contradições nas estratégias organizacionais adotadas em relação à saúde mental no trabalho. Programas de saúde baseados em intervenções pontuais e paliativas podem não refletir uma preocupação real com a saúde do trabalhador, o que pode afetar negativamente a saúde mental dos colaboradores.
  3. Competências em saúde mental: A falta de competências em saúde mental das equipes dos serviços de saúde pode afetar negativamente a saúde mental dos colaboradores. Ter profissionais com formação e preparo técnico adequado  nessa área pode contribuir para um ambiente de trabalho mais saudável e para o cuidado adequado dos colaboradores.
  4. Ambientes profissionais e saúde mental: A criação de ambientes de trabalho que promovam a atenção à saúde mental dos colaboradores é importante para garantir a saúde mental no ambiente de trabalho. Isso pode incluir a avaliação ambiental e a melhoria das condições e da organização do processo de trabalho.

A busca por competência pode afetar a saúde mental no trabalho de várias maneiras. É importante considerar os efeitos da pressão e do estresse, as contradições na gestão, a importância das competências em saúde mental e a criação de ambientes de trabalho saudáveis para garantir a saúde mental dos colaboradores.

Para se sentir competente no trabalho:

  • Defina metas alcançáveis. Quando você tem metas que são muito difíceis de alcançar, pode se sentir frustrado e desanimado. Em vez disso, defina metas que sejam desafiadoras, mas alcançáveis. Isso o ajudará a se sentir um senso de realização e progresso.
  • Peça feedback. Uma ótima maneira de melhorar suas habilidades e conhecimentos é pedir feedback de outras pessoas. Isso pode ser seus colegas de trabalho, seu chefe, ou até mesmo seus clientes. O feedback pode ajudá-lo a identificar áreas onde você pode melhorar, e pode também ajudá-lo a desenvolver um plano para alcançá-lo.
  • Aprenda com seus erros. Todos cometem erros. O importante é aprender com eles. Quando você cometer um erro, tire um tempo para entender o que deu errado e como você pode evitá-lo no futuro.
  • Celebrar suas conquistas. Quando você atingir uma meta, certifique-se de celebrá-la. Isso irá ajudá-lo a se manter motivado e focado em seus objetivos.

O valor atribuído à competência varia dependendo do contexto e das circunstâncias. A competência, que se refere à capacidade de executar tarefas ou atividades com habilidade e eficácia, é geralmente considerada uma característica importante em muitas áreas da vida, como no trabalho, na educação, nas relações pessoais e em diversas outras atividades.

No entanto, pode haver casos em que a ênfase excessiva na competência pode levar a algumas consequências negativas. Aqui estão alguns pontos a considerar:

  • Equilíbrio com outras qualidades: Enquanto a competência é importante, também é fundamental valorizar outras qualidades, como ética, empatia, criatividade e trabalho em equipe. Focar apenas na competência técnica pode levar a um ambiente onde a colaboração, a comunicação e as relações interpessoais são negligenciadas.
  • Risco de exclusão: Se a competência for a única medida de valor, aqueles que não possuem as habilidades específicas podem se sentir excluídos ou desvalorizados. Isso pode criar uma sociedade desigual em que apenas um grupo restrito é valorizado.
  • Falta de diversidade: Colocar muita ênfase na competência técnica pode levar a uma falta de diversidade em termos de origens, perspectivas e experiências. Pessoas com diferentes formações podem trazer abordagens únicas para resolver problemas.
  • Desmotivação: Se as expectativas em relação à competência forem muito altas e inatingíveis, as pessoas podem se sentir desmotivadas, já que a barreira pode parecer insuperável.

É importante encontrar um equilíbrio saudável entre valorizar a competência e reconhecer outras qualidades e aspectos importantes da vida. A competência é valiosa, especialmente em campos que exigem habilidades específicas, mas também é fundamental criar um ambiente que seja inclusivo, incentivador e que reconheça as diversas maneiras pelas quais as pessoas podem contribuir para o mundo ao seu redor.

Lembre-se, fazemos parte de um sistema que tem a tendência a atribuir ao indivíduo toda a carga de ser um ótimo profissional, ser competente o suficiente para o seu crescimento, no entanto, saiba que não depende só de você, o nosso bem-estar no trabalho e como nos desenvolvemos também depende desse contexto, da qualidade das relações humanas no ambiente em que estamos.

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Estamos mais nostálgicos? https://taniaosanipsicologia.com.br/blog/estamos-mais-nostalgicos/ https://taniaosanipsicologia.com.br/blog/estamos-mais-nostalgicos/#respond Tue, 08 Aug 2023 21:59:41 +0000 https://taniaosanipsicologia.com.br/blog/?p=604 4 minutos O filme “Barbie”, lançado em julho de 2023, tem sido um verdadeiro sucesso de bilheteria, arrecadando mais de 1 bilhão de dólares em todo o mundo. Recebido positivamente pela crítica, o filme recebeu elogios pela sua mensagem inspiradora sobre o empoderamento feminino e pela excepcional atuação de Margot Robbie no papel de Barbie. Além disso, o filme provocou uma onda de entusiasmo nas redes sociais, com pessoas publicando fotos vestidas de cor-de-rosa antes de irem ao cinema. A história do filme acompanha Continue lendo

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O filme “Barbie”, lançado em julho de 2023, tem sido um verdadeiro sucesso de bilheteria, arrecadando mais de 1 bilhão de dólares em todo o mundo. Recebido positivamente pela crítica, o filme recebeu elogios pela sua mensagem inspiradora sobre o empoderamento feminino e pela excepcional atuação de Margot Robbie no papel de Barbie. Além disso, o filme provocou uma onda de entusiasmo nas redes sociais, com pessoas publicando fotos vestidas de cor-de-rosa antes de irem ao cinema.

A história do filme acompanha Barbie, uma boneca que precisa sair do mundo da Barbieland por não se sentir perfeita o suficiente. Em uma jornada emocionante, ela busca encontrar seu lugar no mundo e aprender a se amar como é. Esse enredo cativante atraiu diversos públicos, com as crianças apreciando a aventura e a mensagem positiva, enquanto os adultos admiraram as atuações e o humor inteligente.

O sucesso estrondoso de “Barbie” reflete o poder da marca Barbie e a importância da representação positiva das mulheres na mídia. O filme mostrou ao mundo que é possível ser uma boneca e uma mulher empoderada simultaneamente, além de ressaltar a importância do amor-próprio.

A marca Barbie tem uma enorme base de fãs ao redor do globo, mas este não foi o único sucesso do ano a tocar a fibra nostálgica das pessoas. O filme “Super Mario Bros”, também lançado em 2023, alcançou uma bilheteria impressionante, ultrapassando 1 bilhão de dólares em todo o mundo. Esse resgate de elementos nostálgicos tem chamado a atenção das grandes produtoras de cinema, que perceberam o potencial lucrativo desse tipo de abordagem. Diante disso, surge a pergunta: será que estamos nos tornando mais nostálgicos?

Existem várias razões pelas quais as pessoas podem estar mais nostálgicas do que no passado. Uma razão é que o mundo está mudando muito rapidamente. Novas tecnologias, novas maneiras de se comunicar e novas maneiras de viver estão constantemente surgindo. Isso pode ser opressor e pode fazer as pessoas sentirem falta de um tempo em que as coisas eram mais simples.

Outra razão pela qual as pessoas podem estar mais nostálgicas é que elas estão se conectando com outras pessoas de todo o mundo com mais facilidade do que nunca. Isso pode fazer com que as pessoas se sintam isoladas de sua própria cultura e comunidade. Ao se conectar com o passado, as pessoas podem sentir uma sensação de conexão e pertencimento.

Por fim, a nostalgia pode ser uma forma de lidar com emoções negativas, como tristeza, ansiedade ou estresse. Ao se concentrar em memórias positivas do passado, podemos escapar de preocupações atuais e sentir uma sensação de felicidade e satisfação.

A nostalgia, essa sensação de saudade de um tempo passado ou de pessoas que estão distantes, pode ser uma emoção poderosa, mas também pode ser saudável. Se você está se sentindo nostálgica(o), pode ser útil usar essa emoção como uma forma de aprender sobre si mesma(o) e seu passado. Você também pode usar a nostalgia como uma forma de se conectar com outras pessoas e construir relacionamentos.

Aqui estão algumas dicas para lidar com a nostalgia de forma saudável:

  • Permita-se sentir nostalgia. Não tente reprimir seus sentimentos.
  • Concentre-se em memórias positivas. Pense em momentos que foram felizes e significativos para você. 
  • Compartilhe suas memórias com outras pessoas. Converse com amigos e familiares sobre o que você sente falta.
  • Crie novas memórias. Encontre maneiras de fazer novas experiências que sejam significativas para você.
  • Fique no presente. Lembre-se de todas as coisas boas que você tem em sua vida hoje.

A nostalgia, pode vir acompanhada de tristeza, desânimo e melancolia,  ao lembrar do passado com desejo de voltar. Essa sensação poderá lhe trazer sofrimento se você perceber o passado como única fonte de felicidade, se essa emoção te estagnar, congelar suas lembranças naquele tempo e te impedir de estar e de viver experiências no aqui e agora.

Se você está lutando para lidar com a nostalgia de forma saudável, pode ser útil conversar com um profissional de psicologia, entender seus sentimentos e desenvolver estratégias de enfrentamento. A nostalgia pode ser uma forma de lidar com a solidão e de nos manter conectados uns aos outros. 

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Traumas e vergonha: quando o problema é sentir demais https://taniaosanipsicologia.com.br/blog/traumas-e-vergonha-quando-o-problema-e-sentir-demais/ https://taniaosanipsicologia.com.br/blog/traumas-e-vergonha-quando-o-problema-e-sentir-demais/#respond Fri, 21 Jul 2023 18:55:15 +0000 https://taniaosanipsicologia.com.br/blog/?p=600 5 minutos Ao fazer um curso sobre a Sabedoria do Trauma com o Dr. Gabor Mate, especialista em trauma e seus impactos na saúde física e mental ao longo da vida, assisti a uma entrevista dele com a cantora e compositora Sia Kate Isobelle Furler (Sia), renomada artista do mundo da música Pop atual. Além de seu talento musical e habilidades como compositora, Sia é famosa por utilizar enormes perucas para preservar sua privacidade e controlar a ansiedade relacionada à exposição pública e à Continue lendo

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Ao fazer um curso sobre a Sabedoria do Trauma com o Dr. Gabor Mate, especialista em trauma e seus impactos na saúde física e mental ao longo da vida, assisti a uma entrevista dele com a cantora e compositora Sia Kate Isobelle Furler (Sia), renomada artista do mundo da música Pop atual. Além de seu talento musical e habilidades como compositora, Sia é famosa por utilizar enormes perucas para preservar sua privacidade e controlar a ansiedade relacionada à exposição pública e à fama.

Durante a entrevista com o Dr. Gabor, Sia discorreu sobre a vergonha que sentia em relação a si mesma, seu rosto e seu corpo, e como não se achava suficientemente bonita para o público, além do medo de não ser aceita e amada pelas pessoas. Esses sentimentos de sofrimento permeiam diversas letras de suas canções e das músicas que compôs para outros artistas, o que lhe proporciona uma grande identificação com o público.

Ao longo de sua carreira, Sia lutou para equilibrar seus episódios depressivos, o uso abusivo de álcool e uma doença autoimune. No entanto, ela relata que começou a superar seus medos em relação à exposição pública e a desenvolver amor próprio ao compreender e reconhecer seus traumas presentes em sua história de vida, assim como o medo de rejeição e a vergonha.

Sia descreveu o turbilhão de emoções que sentia, a ponto de temer ser sufocada por eles. Acreditar que esconder seu rosto diminuiria a vergonha que sentia em relação a si mesma e sua aparência. Em suas palavras: “_Sentia tanto e tantos sentimentos ao mesmo tempo, que acreditava que seria sufocada por eles e que em algum momento morreria de tanto sentir. Pensei que tudo que sentia iria me afogar, me sufocar. Pensei que iria morrer de tanto sentir”.

A entrevista de Sia com o Dr. Gabor me fez refletir sobre quantas pessoas podem se sentir da mesma forma. Você já passou por isso? Com uma inundação de sentimentos ao mesmo tempo, a ponto de acreditar que seria sufocado(a) por eles?

O medo, a tristeza, a angústia, a ansiedade, a raiva, a vergonha, a insegurança, todos se misturando, gerando uma grande confusão emocional?

Essa intensidade emocional pode resultar em ver o mundo como uma ameaça constante, onde qualquer coisa pode ferir-nos. Podemos nos sentir como esponjas absorvendo tudo ao nosso redor, ou como frágeis encostas em um mar revolto, prestes a desmoronar a qualquer momento. Essa sensibilidade exacerbada pode decorrer de experiências traumáticas que vivenciamos durante a infância ou em outras fases da vida, incluindo violências físicas, psicológicas, morais, financeiras e sexuais, ou ainda, a ausência de amor, afeto e valorização necessários para um desenvolvimento emocional saudável. Quando isso acontece, somos marcados por uma ferida aberta que se torna extremamente sensível, causando muita dor quando é tocada ou quando algo nos toca.

Conforme mencionado pelo Dr. Gabor, “Trauma significa ferida ou ferimento. É uma lesão psicológica. Trauma não é o que lhe aconteceu, trauma é o que acontece dentro de ti como resultado do que te aconteceu”. É por isso que a vergonha de se expor, o medo de ser rejeitado(a) e não ser aceito(a) são alguns exemplos do que se forma dentro de nós a partir das experiências traumáticas.

Essa ferida exposta é tocada e aberta quando nos deparamos com situações que despertam ressentimento e vergonha sobre quem somos, nosso corpo, nossa personalidade, ou quando duvidamos de nossas capacidades, nos sentimos desprezados, diminuídos, não valorizados ou não aceitos. Isso pode acontecer em várias relações, seja no trabalho, na família, com o cônjuge ou com os amigos. E, muitas vezes, as situações presentes podem não ser ruins, mas são interpretadas dessa forma devido aos traumas que carregamos.

Pessoas muito sensíveis e intensas tendem a se ver como um fardo ou um peso para os outros. Por isso, têm a tendência de tentar minimizar sua presença, não incomodar os outros, não pedir ajuda, não dizer não ou até mesmo agradar os outros, evitando expressar emoções como raiva e desgosto. Embora isso possa trazer a sensação de proteção, essa atitude apenas mantém a pessoa no mesmo lugar e pode agravar o sofrimento. Nessas situações, pedir ajuda se torna fundamental.

Quanto ao que Sia fez para diminuir a vergonha que sentia em relação a si mesma e desenvolver seu amor próprio, ela enfatiza a importância do autoconhecimento e do trabalho pessoal. Compreender a si mesma, identificar seus traumas e as situações que vivenciou, mas que não pode mudar, e perceber que essas experiências não determinam quem ela é hoje foram passos cruciais. Ela escolheu se cuidar e se valorizar!

Estar bem e equilibrar a vida não significa viver sem traumas, medos ou vergonha, mas sim conseguir lidar com essas emoções de uma forma menos paralisante, permitindo que elas sejam sentidas e compreendidas. Cada emoção e sentimento têm seu lugar e, ao compreendê-los, é possível mudar a forma como nos sentimos e percebemos a nós mesmos e à vida.

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