Psicoterapia – Tânia Aosani Psicologia – Blog https://taniaosanipsicologia.com.br/blog Abordagem Centrada na Pessoa Mon, 04 Jul 2022 20:48:06 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=5.7.7 E essa sensação de cansaço que não passa? https://taniaosanipsicologia.com.br/blog/e-essa-sensacao-de-cansaco-que-nao-passa/ https://taniaosanipsicologia.com.br/blog/e-essa-sensacao-de-cansaco-que-nao-passa/#respond Mon, 04 Jul 2022 20:48:05 +0000 https://taniaosanipsicologia.com.br/blog/?p=550 4 minutos O final de semana chega ao fim, a semana recomeça e você tem a impressão de que nem sentiu os dois dias de descanso passar? Ou então fez tanta coisa nesses dois dias que nem teve tempo para descansar? Está cada vez mais difícil, para algumas pessoas, conseguirem ter a sensação de baterias recarregadas depois de um final de semana.  Isso tem acontecido com você? É comum encontrarmos muitas pessoas passando por problemas de esgotamento. Os fatores podem ser inúmeros. Se você Continue lendo

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O final de semana chega ao fim, a semana recomeça e você tem a impressão de que nem sentiu os dois dias de descanso passar? Ou então fez tanta coisa nesses dois dias que nem teve tempo para descansar? Está cada vez mais difícil, para algumas pessoas, conseguirem ter a sensação de baterias recarregadas depois de um final de semana. 

Isso tem acontecido com você?

É comum encontrarmos muitas pessoas passando por problemas de esgotamento. Os fatores podem ser inúmeros. Se você parar para pensar que em um semestre tivemos que voltar ao convívio presencial, com diversos cuidados por ainda termos vírus circulando, encontramos novas configurações sociais, no trabalho, na escola, nas ruas. Muitas pessoas fizeram isso ainda convivendo com o luto. Outras, ainda convivendo com dificuldades em decorrência de um isolamento social de quase dois anos. Tudo isso acompanhado de crises econômicas, problemas no meio ambiente, uma guerra e tantas notícias que podem nos afligir. Ufa, externamente não está nada fácil, não é mesmo!

Internamente, muitas pessoas relatam que estão com pressa, parecem querer dar conta de tudo que não conseguiram fazer em dois anos agora. Precisamos de mais renda, precisamos de mais produtividade, precisamos recuperar o tempo perdido. Isso é cansativo para qualquer pessoa. Mesmo quem consegue tirar momentos para relaxar ou se divertir, pode, muitas vezes, sentir um vazio ao fazer coisas que antes eram muito prazerosas. 

A primeira característica do esgotamento envolve um estado de exaustão de energia, e o antídoto óbvio seria descanso e recuperação. Como uma pessoa faz isso? A resposta é altamente individual, e é improvável que qualquer pessoa que afirme ter uma solução única para todos seja útil. Para nos recarregarmos, temos que pensar em quais coisas específicas funcionam para nós pessoalmente. Para uma pessoa, pode ser passar tempo socializando com amigos, enquanto outra pessoa pode precisar de menos contato interpessoal por um tempo. Uma pessoa pode achar que ir à academia ou a uma aula de pilates o ajuda a lidar com o estresse, enquanto outra pessoa pode achar essas tarefas onerosas e desagradáveis. A primeira regra para nos ajudar com o esgotamento é respeitar o que funciona para nossas próprias necessidades, que são únicas, em vez de fazer o que outra pessoa diz que “deveríamos” fazer – o que, infelizmente, pode nos esgotar ainda mais.

Respeitar o que funciona para nós, inclui também respeitar o nosso tempo. Mesmo que o mundo pareça estar acelerando, e você sinta vontade de acompanhar, entenda se você não precisa de um pouco mais de tempo. Será que depois de tanto tempo de home office, você já consegue enfrentar uma semana inteira no escritório? Já tentou conversar com a empresa em que trabalha sobre isso? Esse tempo não provou que ter um tempinho a mais para cuidar de si ou fazer coisas que você não conseguia fazer antes te faz bem? Podemos não ter trinta minutos para uma caminhada ao ar livre, mas poderíamos pelo menos olhar pela janela, brincar com os filhos ou com os animais de estimação e nos esticar um pouco por cinco minutos em nosso intervalo. Pode não parecer suficiente, mas essas pequenas ações podem somar e fazer uma diferença significativa. Eles podem reduzir o risco de seu esgotamento piorar e gradualmente começar a sentir que você está conseguindo descansar e recarregar suas energias. 

Busque em você, no seu autoconhecimento o que pode lhe fazer bem. E se você não sabe o que é, esteja aberto para fazer descobertas sobre você, preste atenção no que você sente,  imagine atividades que poderiam lhe fazer bem, que te chamam a atenção, que você já fez, gostava e deixou de fazer. Pode até começar descartando o que você não gosta e não quer fazer.

Pense sobre quem você é hoje, quais são as suas necessidade hoje, que desafios gostaria de viver, que mudança de hábitos gostaria de fazer (se isso fizer sentido para você, nesse momento da vida). E se precisar de ajuda para isso, lembre-se, que a psicoterapia pode contribuir com este processo de autodescoberta e cuidado em saúde mental, você não precisa estar sozinho nisso!

Um forte abraço.

Por Tânia Aosani

Com colaboração de Pablo Brito

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Compreender a vergonha pode ser importante para a sua saúde https://taniaosanipsicologia.com.br/blog/compreender-a-vergonha-pode-ser-importante-para-a-sua-saude/ https://taniaosanipsicologia.com.br/blog/compreender-a-vergonha-pode-ser-importante-para-a-sua-saude/#respond Wed, 18 May 2022 13:44:36 +0000 https://taniaosanipsicologia.com.br/blog/?p=535 3 minutos A vergonha é uma emoção poderosa que pode fazer com que as pessoas se sintam inaceitáveis ​​e até mesmo inapropriadas. Mas quanto você sabe sobre vergonha? Continue lendo para aprender sobre o efeito da vergonha na autoimagem e autoestima, bem como os comportamentos que ela pode causar nas pessoas. Comece diferenciando a Vergonha da Culpa Às vezes você pode confundir vergonha com culpa, emoções relacionadas, mas diferentes. A culpa é um sentimento que você pode sentir quando percebe que fez algo errado, inadequado Continue lendo

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A vergonha é uma emoção poderosa que pode fazer com que as pessoas se sintam inaceitáveis ​​e até mesmo inapropriadas. Mas quanto você sabe sobre vergonha?

Continue lendo para aprender sobre o efeito da vergonha na autoimagem e autoestima, bem como os comportamentos que ela pode causar nas pessoas.

Comece diferenciando a Vergonha da Culpa

Às vezes você pode confundir vergonha com culpa, emoções relacionadas, mas diferentes.

  • A culpa é um sentimento que você pode sentir quando percebe que fez algo errado, inadequado ou que se arrependeu. Está ligada aos comportamentos – “fiz algo ruim”.
  • A vergonha é um sentimento de que todo o seu eu está errado e pode não estar relacionado a um comportamento ou evento específico. Está ligada ao nosso valor como pessoa, ao valor que eu atribuo a mim mesma – “sou uma pessoa ruim”.

Quando você se sente culpada(o) pela coisa errada que fez, pode tomar medidas para compensar isso e deixar isso para trás. Mas sentir vergonha, ou se convencer de que você é a coisa errada, não oferece uma maneira clara de “voltar” a se sentir mais positivo sobre si mesmo. Essa é uma diferença entre vergonha e culpa.

Características da Culpa

  • Sentir remorso ou se sentir responsável por algo que você fez de errado ou percebeu que fez de errado.
  • Relacionado a uma ação específica, como cometer um erro, cometer uma ofensa ou ferir alguém (intencionalmente ou não).

Características da Vergonha

  • Sentir como se você fosse ruim, digna(o) de desprezo ou inadequada(o) como pessoa.
  • Relacionada à nossa autoavaliação, muitas vezes, em relação às opiniões de outras pessoas, não necessariamente sobre um comportamento ou evento específico.

Como acontece a vergonha

Desde o dia em que nascemos, estamos aprendendo a sentir se estamos bem ou não, aceitos ou não, em nosso mundo. Nossa autoestima foi moldada por nossas experiências diárias de sermos elogiados ou criticados, amorosamente disciplinados ou punidos, cuidados ou negligenciados.

As pessoas que crescem em ambientes abusivos podem facilmente receber a mensagem de que não merecem, são inadequadas e inferiores – em outras palavras, que deveriam se sentir envergonhadas.

Com o tempo, sentimentos intensos de vergonha podem tomar conta da autoimagem de uma pessoa e criar baixa autoestima. Sentimentos de vergonha muitas vezes decorrem do que outras pessoas pensam. Você pode se tornar supersensível ao que parece ser uma crítica, mesmo que não seja, e pode se sentir rejeitada pelos outros. Por dentro, eles sentem um doloroso autodesprezo e inutilidade.

Pesquisadores que estudam o papel da biologia no desenvolvimento da baixa autoestima baseada na vergonha estão concentrando parte de sua atenção na serotonina , um neurotransmissor (mensageiro químico) no cérebro. Eles estão explorando a possibilidade de que baixos níveis de serotonina possam contribuir para um comportamento submisso, levando a sentimentos de vergonha. 

Este estudo, chamado Vergonha, sensibilidade à punição e transtornos psiquiátricos, foi publicado no Jornal Europeu de Psiquiatria. Segundo os autores, a vergonha tem sido relacionada a outros traços e estados de personalidade. Poderia ser considerada equivalente à culpa auto-acusadora, mas aos olhos dos outros, como membro inseparável de um grupo ou comunidade.

Estão aumentando as evidências de que problemas sérios podem ocorrer quando a vergonha fica profundamente enraizada na autoimagem e no senso de autoestima de uma pessoa. 

Como as pessoas lidam com a vergonha

Alguém que sente vergonha profunda e baixa autoestima pode não perceber que é a motivação para muitos comportamentos destrutivos, que podem incluir abuso de substâncias, distúrbios alimentares, raiva no trânsito, violência doméstica e muitas outras crises pessoais e sociais.

As pessoas que vivenciam eventos traumáticos também tendem a sentir vergonha, principalmente se culparem a si mesmas pelo que aconteceu. 

A vergonha também afeta os homens de forma diferente das mulheres. Diz-se que os homens com baixa autoestima baseada na vergonha tendem a “agir” por meio de raiva e comportamento violento em relação aos outros, enquanto as mulheres “agem” voltando seus sentimentos para dentro e se odiando.

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Traumas e amor próprio https://taniaosanipsicologia.com.br/blog/traumas-e-amor-proprio/ https://taniaosanipsicologia.com.br/blog/traumas-e-amor-proprio/#respond Mon, 02 May 2022 14:05:05 +0000 https://taniaosanipsicologia.com.br/blog/?p=531 4 minutos Quando passamos por traumas, amar a si mesma(o) pode ficar muito mais difícil.  Quando passamos por diversas violências (físicas, psicológicas, sexuais, financeiras), rejeição, humilhação, abandono afetivo, físico, perdas, ou qualquer vivência que nos cause dor emocional e traga outros prejuízos à nossa saúde, qualidade de vida, aos relacionamentos, trabalho e vida amorosa, isso significa que passamos por um trauma ou traumas.  Amar a si mesmo(a) fica mais difícil porque os traumas vividos, geralmente, são provocados por pessoas que deveriam nos cuidar, amar Continue lendo

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Quando passamos por traumas, amar a si mesma(o) pode ficar muito mais difícil. 

Quando passamos por diversas violências (físicas, psicológicas, sexuais, financeiras), rejeição, humilhação, abandono afetivo, físico, perdas, ou qualquer vivência que nos cause dor emocional e traga outros prejuízos à nossa saúde, qualidade de vida, aos relacionamentos, trabalho e vida amorosa, isso significa que passamos por um trauma ou traumas. 

Amar a si mesmo(a) fica mais difícil porque os traumas vividos, geralmente, são provocados por pessoas que deveriam nos cuidar, amar e proteger. É a partir desse amor e cuidado recebido que vamos formando o nosso amor próprio, a nossa autoestima e senso de autovalor. Na experiência de um trauma ou traumas ficamos confusos a respeito do nosso valor, das nossas capacidades, podemos perder a nossa “bússola” de autodireção. 

Os traumas, além de todas as vivências e experiências que vamos tendo ao longo da vida, contribuem para formar o que pensamos e sentimos sobre nós mesmos, a nossa imagem mais pessoal e única, o nosso “eu”. Uma das principais consequências dos traumas, nessa formação e percepção de quem somos, é o desenvolvimento de uma imagem distorcida de nós mesmos(os). Por isso, é comum neste caso, haver o desenvolvimento de emoções e sentimentos de menos valia, angústia, de que somos um “erro”, que não merecemos sermos amados, valorizados e estimados, de incapacidade e insuficiência. Andamos na vida sentindo culpa, medo, baixa estima, vergonha de quem se é. 

Quem passou pela experiência de trauma vive em luta. Luta de não se entregar aos fatos de sua história, de não ser sucumbido e determinada(o) por eles e pelas dores que lhe causam(ram). 

Tem um tempo que eles param de doer. Nos intervalos da vida, quando tudo parece que “irá bem de agora em diante”. Até o próximo flash, o próximo gatilho. Sentimentos assim, que  machucam, não desaparecem por conta própria. Eles continuam ali, disfarçados de estresse, nervosismo, depressão, ansiedade, insônia, dores pelo corpo, dificuldade de atenção, de aprendizagem…

Vergonha, medo, baixa estima, insegurança, adoecimentos psicológicos, doenças mentais, são outras possíveis consequências de um trauma ou traumas vivenciados ao longo da vida. 

O trauma é uma marca, um borrão na sua imagem. Flashes de memórias, lembranças do trauma aparecem a qualquer momento. Ao assistir um filme, uma notícia, ler um livro, ao escutar uma história, ao falar com os amigos, nos momentos de silêncio, antes de dormir e, até mesmo, ao acordar pela manhã.

Ao vivenciar isso, pode-se pensar que se está fadado ao fracasso, pois o que fazer com as essas lembranças da história de vida que vão e voltam? Até mesmo se isso estiver acontecendo agora, como fazer para lidar com tudo isso?  

Bem, não dá para voltar atrás e mudar o que vivemos. No entanto, podemos escolher a forma com a qual vamos lidar e olhar para esse passado, significa-lo. Para isso, na maioria dos casos, vamos precisar de ajuda psicológica para conseguir lidar com tudo que nos aconteceu. Em casos mais específicos, a ajuda médica psiquiátrica também será necessária.  Assim como, de uma rede de apoio, que você já pode ter, ou, que precisará ser construída, neste caso, os profissionais de saúde que te acompanham podem ajudar. 

O importante é começar. Dar o primeiro passo é buscar ajuda profissional para desenvolver os recursos psicológicos necessários para olhar para sua história de vida e ressignificar o que sente, criar estratégias para lidar e olhar para esses traumas de maneira a diminuir os sofrimentos e possibilitar que você consiga viver e aproveitar ao máximo da sua vida hoje. 

Que o passado se transforme em lembranças e que alegrias sejam encontradas e produzidas nesse caminho. Afinal, se você passou por experiências assim, traumáticas, além da dor, tem dentro de si uma força e coragem de seguir adiante, pois você já seguiu! Tem outros recursos que te ajudaram a viver, apesar de tudo. E são esses recursos que vamos desenvolver, ampliar, fortalecer com a psicoterapia. 

É por meio de novas experiências, de relações afetivas, de aceitação, acolhimento e cuidado que será possível recuperar ou até mesmo reconstruir esse amor próprio, essa autoestima, que será possível conseguir acolher a sua história de vida e fazer e perceber diferente hoje, nas suas relações. Principalmente consigo mesmo.

Acolhimento, respeito, aceitação, não julgamento, cuidado, afeto e amor. Tudo isso, em qualquer idade ou momento de vida, nos transforma.

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É hora de iniciar sua jornada de autodescoberta https://taniaosanipsicologia.com.br/blog/e-hora-de-iniciar-sua-jornada-de-autodescoberta/ https://taniaosanipsicologia.com.br/blog/e-hora-de-iniciar-sua-jornada-de-autodescoberta/#respond Tue, 26 Apr 2022 12:45:29 +0000 https://taniaosanipsicologia.com.br/blog/?p=526 3 minutos Você já parou para pensar exatamente no que você quer da vida? Talvez você tenha dado esse primeiro passo em direção à autodescoberta, mas não descobriu um caminho para alcançar seus objetivos principais. Sonhos, desejos pessoais, talentos, até mesmo seus traços de personalidade nem sempre parecem importar muito na correria da vida cotidiana. Mas, a consciência dessas características pode lhe dar bastante percepção do seu eu interior. As prioridades da nossa rotina diária importam, mas uma vida, que nada mais é do Continue lendo

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Você já parou para pensar exatamente no que você quer da vida? Talvez você tenha dado esse primeiro passo em direção à autodescoberta, mas não descobriu um caminho para alcançar seus objetivos principais.

Sonhos, desejos pessoais, talentos, até mesmo seus traços de personalidade nem sempre parecem importar muito na correria da vida cotidiana. Mas, a consciência dessas características pode lhe dar bastante percepção do seu eu interior.

As prioridades da nossa rotina diária importam, mas uma vida, que nada mais é do que uma série de passos e movimentos repetidos, geralmente, não proporciona muito prazer.

Se você chegou a um ponto na vida em que se pergunta: “Quem sou eu, realmente?” Talvez seja o momento de se conhecer um pouco melhor.

A autodescoberta pode parecer um conceito grande e intimidador, mas na verdade é apenas um processo de:

  • examinar sua vida
  • descobrir o que está faltando
  • dar passos em direção a um aprimoramento natural do ser humano

Muitas pessoas acabam se definindo por suas relações com os outros ou pelas coisas que sempre fizeram, nunca considerando a possibilidade de algo diferente.

Sem uma ideia clara das coisas que importam para você ou para a pessoa que você espera se tornar, você continuará vivendo para outras pessoas em vez de você mesmo.

Tente responder:

  • O que eu quero da vida?
  • Como me vejo daqui a 5 ou 10 anos?
  • Fiz algo que me orgulho? E que me arrependo?
  • Estou bem? Minha vida atual me dá satisfação?

As respostas a essas perguntas podem lhe dar um ponto de partida. Se não souber como responder, tente pensar em um momento em que você sentiu muita realização ou felicidade, e anote o que contribuiu para aquilo.

As paixões ajudam a dar propósito à vida e a tornam rica e significativa

Por exemplo, digamos que você tenha paixão por ajudar os outros e isso tenha te guiado para o campo da medicina ou da psicologia. Mas, seu trabalho atual não te permite ter contato genuíno com as pessoas.

Viver sua paixão pode envolver identificar o trabalho que você realmente deseja e pesquisar as etapas necessárias para uma mudança de carreira. 

Tenha em mente que as paixões nem sempre precisam ser complexas ou relacionadas a interesses profissionais. Pense: no que você gasta o seu tempo livre? O que traz alegria à sua vida?

Mesmo interesses como filmes e músicas podem oferecer insights. Tirar algum tempo para considerar o que você mais gosta e tentar descobrir maneiras de enriquecer sua vida.

No entanto, não sinta que precisa encontrar respostas imediatamente. A autodescoberta leva tempo, e é mais útil considerar cuidadosamente suas respostas em vez de agarrar a primeira coisa que vem à mente.

Quando o processo de autodescoberta parece muito difícil e você não sabe por onde começar, a psicoterapia pode fornecer um espaço seguro para obter orientação.

Você não precisa experimentar sintomas de saúde mental para se beneficiar de apoio profissional. Os profissionais de psicologia ajudam as pessoas a resolver uma série de questões, incluindo esclarecimento de metas, mudanças de carreira e questões de identidade.

O processo de autodescoberta parece diferente para todos, mas geralmente não é algo que acontece da noite para o dia.  É algo que carece de tempo e paciência, assim como, conhecer outra pessoa, que nesse caso é você mesma(o) .

Você está no comando da jornada, mas não tenha medo de desviar a rota. Quanto mais caminhos você percorrer, mais você pode descobrir! 

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Quais são os seus anseios? https://taniaosanipsicologia.com.br/blog/quais-sao-os-seus-anseios/ https://taniaosanipsicologia.com.br/blog/quais-sao-os-seus-anseios/#respond Tue, 19 Apr 2022 14:06:11 +0000 https://taniaosanipsicologia.com.br/blog/?p=521 2 minutos Se você pudesse dar voz aos seus anseios, desejos e vontades, como seria? O que desejaria? Dar voz àquilo que há de mais profundo em você? Ao terminar de ler “O livro dos anseios” de Sue Monk Kidd, algumas perguntas começaram a borbulhar: quais são os meus anseios? O que tenho silenciado em mim para viver neste mundo? Por que enquanto mulher, temo a minha grandeza? “Anseios são desejos que persistem, inquietam, impõe urgência e, por isso, angustiam. Neles moram o brilho Continue lendo

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Se você pudesse dar voz aos seus anseios, desejos e vontades, como seria? O que desejaria? Dar voz àquilo que há de mais profundo em você?

Ao terminar de ler “O livro dos anseios” de Sue Monk Kidd, algumas perguntas começaram a borbulhar: quais são os meus anseios? O que tenho silenciado em mim para viver neste mundo? Por que enquanto mulher, temo a minha grandeza?

“Anseios são desejos que persistem, inquietam, impõe urgência e, por isso, angustiam. Neles moram o brilho e sofrimento, pois o anseio contém em si alguma insatisfação com o presente – mas também alguma resistência em abandoná-lo – e a perspectiva encantadora e apavorante de um futuro que ainda precisa ser construído. O anseio talvez manifeste o que a natureza humana tem de mais vital: a eterna busca, o desassossego. (Débora Sander, colaboradora da Tag livros inéditos, 2022). 

No livro, a protagonista Ana, foi casada com ninguém menos que Jesus Cristo, no entanto, o foco do enredo não é ele, e sim o olhar de Ana sobre a sociedade da época, sobre a sua luta em dar voz a si mesma e a tantas mulheres silenciadas na Galileia no século I. O que nos faz pensar nos silêncios de muitas outras e outros ao longo da história humana. 

Ana vivia em anseio: pelo momento em que poderia estudar, ser escritora, ter autonomia, pelo momento em que poderia ficar perto de quem amava, em ser ela mesma e, principalmente, pelo direito de poder desejar e realizar a sua própria vida e fazer as suas próprias escolhas.

Diante disso, pergunto-me: e nós, no nosso tempo, quanto de nossa voz silenciamos? Nos permitimos desejar? Quanto somos silenciadas? Quanto de nossos anseios realizamos? Ou, nos é permitido realizar? 

  • Quais são os seus anseios?
  • O que em ti, está silenciado?
  • Sente vergonha, medo, insegurança em expressar, falar sobre o que deseja? 

Não é fácil responder a essas perguntas, não é mesmo? Mas, talvez elas possam ajudá-la(o), a entrar em contato consigo, com seus anseios, servir de questionamento para chegar a lugares ainda não imaginados. Causar estranheza, como causou a mim.

Ana, vivia à espera do dia em que poderia existir,  e tinha uma súplica, a súplica do seu anseio em forma de oração: 

 “Senhor nosso Deus, ouça minha súplica, a súplica do meu coração. Abençoe a grandeza dentro de mim, não importa o quanto eu a tema. Abençoe meus cálamos e minhas tintas. Abençoe as palavras que escrevo. Que elas sejam belas aos seus olhos. Que sejam visíveis a olhos ainda não nascidos. Quando eu for pó, entoe estas palavras sobre meus ossos: ela foi uma voz” (p. 164).

E você, qual é a sua súplica? 

O que dizem os seus anseios? 

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Você sabe o que é ser um “camaleão social”? https://taniaosanipsicologia.com.br/blog/voce-sabe-o-que-e-ser-um-camaleao-social/ https://taniaosanipsicologia.com.br/blog/voce-sabe-o-que-e-ser-um-camaleao-social/#respond Wed, 13 Apr 2022 20:07:42 +0000 https://taniaosanipsicologia.com.br/blog/?p=518 4 minutos Todo mundo que já passou por algum tipo de ajuste em sua personalidade para se encaixar em fases da vida, como a adolescência, sabe o que é ser um camaleão social. Trata-se do modo que assumimos quando deixamos de lado nosso senso de identidade  e começamos a mudar e a moldar nosso jeito de ser para poder se encaixar nos diversos grupos sociais que temos em nossas vidas.  Na maioria das vezes, essa transformação nos leva a algo que desejamos muito: a Continue lendo

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Todo mundo que já passou por algum tipo de ajuste em sua personalidade para se encaixar em fases da vida, como a adolescência, sabe o que é ser um camaleão social. Trata-se do modo que assumimos quando deixamos de lado nosso senso de identidade  e começamos a mudar e a moldar nosso jeito de ser para poder se encaixar nos diversos grupos sociais que temos em nossas vidas. 

Na maioria das vezes, essa transformação nos leva a algo que desejamos muito: a aceitação. Toda vez que somos aceitos, buscamos repetir essa experiência. A aceitação é um motivador poderoso em nossas vidas para que sigamos com determinados comportamentos ou atitudes. Quando esse senso mutável nos serve bem em situações da vida, acabamos normalizando isso e internalizando essa necessidade de ser alguém que se adapta. 

Você pode assumir um certo perfil no trabalho, outro quando está com sua família e ainda outro quando passa tempo com os amigos. Alternar entre esses diferentes “eus” pode tornar ainda mais difícil descobrir sua verdadeira natureza e criar estresse para si mesmo. 

Não há nada de errado em sermos adaptáveis, isso pode ajudar bastante em diversas situações. O problema está na adaptação que nos força a ser algo que está muito longe dos nossos sentimentos, do que gostamos… do que somos.  A individuação, ou o processo pelo qual você desenvolve um eu único, começa na infância. Para se individualizar com sucesso, as crianças precisam de espaço para explorar, aprender e expressar necessidades e desejos. Se uma criança ao tentar se expressar, recebe críticas ou punições de pais, amigos ou qualquer outra pessoa de sua referência, ela pode passar a ignorar o seu senso interno de si mesmo. Pode parecer mais seguro e benéfico se remodelar em alguém que seja  mais facilmente aceito ou, ao que os outros esperam que ela seja. Em busca de amor, de segurança emocional e afeto ao qual necessitamos para o nosso desenvolvimento psicológico e social, aprendemos, em muitos casos, a abrir mão de nossas características mais pessoas para nos “encaixar” ao mundo (campo social ao qual pertencemos) e sermos aceitos. 

E como isso pode nos prejudicar?

Não ter um senso de identidade bem desenvolvido e passar uma vida inteira se moldando aos ambientes pode ter consequências na forma como fazemos nossas escolhas e na forma como reconhecemos nosso valor. 

Suas escolhas precisam refletir seus interesses. Quando você passa a maior parte do tempo buscando aceitação, a primeira pergunta ao se deparar com qualquer opção é: serei aceito se escolher isso? Serei aceita se fizer isso? Vão gostar de mim se tomar essa decisão? 

Se você não tem certeza se suas escolhas atuais refletem decisões suas, veja por outro ângulo: você faria as mesmas escolhas se estivesse sozinha(o)? Decisões baseadas principalmente em seus desejos e objetivos para si mesmo, geralmente refletem um forte senso de identidade.

A consciência dos valores pessoais também é outro ponto importante,  pois ajuda a delinear seu senso de si mesmo. Os valores descrevem as características que você prioriza em si mesma(o) ou nos outros. O senso de identidade depende não apenas de reconhecer seus pontos fortes, mas também de acreditar em suas capacidades e potencialidades para  alcançar seus objetivos. Sua auto-imagem também pode estimular o reconhecimento de seu próprio valor. Você não é perfeito ou perfeita (quem é?), não é o que lhe acontece, você é o que percebe de si mesmo(a) em um dado momento histórico e social, na sua relação com os outros e com a vida, e essa autopercepção é mutável. Você pode ampliar a sua compreensão de si mesmo a ponto de reorganizar o seu senso de identidade, ressignificando experiências e encontrando o seu valor mais pessoal e único. 

Ser mais autêntico, passa pelo processo de auto aceitação e compreensão empática por si mesmo(a) e por sua história de vida, e, para que isso aconteça, em muitos casos, vamos precisar de ajuda psicológica. 

O autoconhecimento torna mais fácil aceitar todo o seu eu, tanto as características das quais você se orgulha, quanto as que você gostaria de melhorar. Se você sentir insatisfação com certos aspectos de si mesmo, terá mais facilidade em abordar essas áreas quando tiver um forte senso de sua natureza e habilidades.

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Autoestima e a voz crítica interior – aprenda a filtrar seus pensamentos https://taniaosanipsicologia.com.br/blog/autoestima-e-a-voz-critica-interior-aprenda-a-filtrar-seus-pensamentos/ https://taniaosanipsicologia.com.br/blog/autoestima-e-a-voz-critica-interior-aprenda-a-filtrar-seus-pensamentos/#respond Mon, 11 Apr 2022 17:19:40 +0000 https://taniaosanipsicologia.com.br/blog/?p=515 3 minutos Problemas com autoestima. É muito comum conhecer alguém que já tenha passado por isso. É mais comum ainda que esse alguém seja você mesma(o). Saúde e bem-estar são pontos que tocam a vida de cada pessoa de forma diferente, e é normal que seja assim também com a autoestima. A autocrítica é um elemento importante da nossa vida, quando ela está a favor de nos desenvolver como pessoas, ela nos ajuda a refletir sobre nós, nossas ações e decisões. A reflexão crítica, Continue lendo

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Problemas com autoestima. É muito comum conhecer alguém que já tenha passado por isso. É mais comum ainda que esse alguém seja você mesma(o). Saúde e bem-estar são pontos que tocam a vida de cada pessoa de forma diferente, e é normal que seja assim também com a autoestima. A autocrítica é um elemento importante da nossa vida, quando ela está a favor de nos desenvolver como pessoas, ela nos ajuda a refletir sobre nós, nossas ações e decisões. A reflexão crítica, sem julgamento de valor – negativo/ positivo, certo/ errado – nos ajuda no processo de crescimento e desenvolvimento pessoal. Por outro lado, quando a autocrítica é sempre negativa, se tornando um padrão em sua vida que avalia praticamente tudo que você faz, sente ou diz, ela pode sabotar você e a sua autoestima.

Ser seu pior crítico é algo que pode te desfavorecer em diversas áreas da vida. As pessoas ficariam surpresas ao saber que outras pessoas consideradas felizes ou bem sucedidas também enfrentam problemas de autoestima e lutam para combater uma conversa interna negativa que nunca cessa. 

Essa voz interna negativa que está sempre criticando pode, muitas vezes, cobrar um preço alto, quando não controlada. Reagir a este crítico interior é muito importante para sua saúde mental. 

Você é o filtro 

Você não é aquilo que pensa. Você não é o que os outros pensam de você. Você é uma combinação de multiplicidades e possibilidades, você apenas é. Ao identificar que pensamentos não definem personalidades, pode ficar mais fácil estabelecer um filtro para o que realmente importa em sua vida. 

Pensamentos negativos e autodestrutivos são normais. Todo ser humano vai experimentar em algum momento da sua vida. Porém, não podem ser limitadores, tampouco definidores. Você sabe identificar quando essa voz crítica começa a falar, o problema está na rapidez com que assimilamos essas mensagem e ficamos inertes, atribuindo um peso maior a tudo que nos coloca para baixo, e acreditando que somos assim mesmo, tão ruins, ou tão tristes, feios ou sem talento. 

Portanto, seja qual for o nome que você dê a essa voz crítica, certifique-se de não se identificar com esses pensamentos ou de colocar muito peso neles. Pense em si mesma(o) como o filtro, decidindo quais pensamentos manter e quais deixar ir. Você não pode escolher seus pensamentos, mas pode trabalhar para criar uma distância saudável entre seus pensamentos e você mesmo. Quando você ouve uma afirmação autocrítica surgir em seu cérebro – que você não é bom o suficiente, inteligente o suficiente ou digno – reconheça isso.

E então, afirme que não é necessariamente verdade, fazendo perguntas inversas:

  • Esse erro realmente te torna um fracasso ou te diminui?
  • A explosão de outra pessoa com você foi realmente sobre sua inadequação, ou foi sobre o dia ruim dessa pessoa?
  • Sua amiga ou amigo não lhe respondeu porque não gosta de você, pode ser apenas falta de tempo?

Há sempre outra perspectiva se você desacelerar o suficiente para encontrá-la. Pensamentos são apenas pensamentos, mas é fácil esquecer isso quando simplesmente os aceitamos sem questionar. É importante saber que se seus pensamentos negativos são persistentes – impactando sua qualidade de vida e funcionamento – pode ser um sinal de algo mais sério. Se você achar que esses pensamentos acompanham problemas como depressão, ansiedade, baixa motivação, fadiga, desesperança e muito mais, é sempre melhor consultar uma psicóloga ou psicólogo para ter certeza de que está recebendo o melhor suporte possível. Quando se trata de autoestima, lembre-se de que leva tempo para se construir. Mas com um pouco de prática, você descobre que sua saúde mental e bem-estar sempre valem o esforço.

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A importância do afeto https://taniaosanipsicologia.com.br/blog/a-importancia-do-afeto/ https://taniaosanipsicologia.com.br/blog/a-importancia-do-afeto/#respond Tue, 15 Mar 2022 17:33:22 +0000 https://taniaosanipsicologia.com.br/blog/?p=511 2 minutos O ser humano possui diversas maneiras de comunicar afeto. Fazemos isso através do que falamos, através das nossas atitudes e também das nossas emoções. Somos afetados e somos capazes de afetar as pessoas em níveis físicos, mentais e emocionais.  Porém, sabemos o quanto o afeto é facilmente demonstrado através do toque humano. Um abraço, um aperto de mão, um afago, um carinho… ações que ficaram bem escassas nos últimos anos pandêmicos. Gostamos tanto de demonstrar afeto através do toque, que inventamos o Continue lendo

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O ser humano possui diversas maneiras de comunicar afeto. Fazemos isso através do que falamos, através das nossas atitudes e também das nossas emoções. Somos afetados e somos capazes de afetar as pessoas em níveis físicos, mentais e emocionais. 

Porém, sabemos o quanto o afeto é facilmente demonstrado através do toque humano. Um abraço, um aperto de mão, um afago, um carinho… ações que ficaram bem escassas nos últimos anos pandêmicos.

Gostamos tanto de demonstrar afeto através do toque, que inventamos o famoso soquinho, para cumprimentar e manter algum tipo de contato com o outro. Talvez essa seja uma forma de demonstrar afeto mais ocidental mesmo, e mais forte ainda em povos latinos.

O toque humano é uma maneira poderosa que temos para comunicar afeto. Já se sabe, por exemplo, que o toque sensorial influencia no desenvolvimento das crianças. Através do toque somos capazes de transmitir felicidade, gratidão, amor, etc…

O que fazer quando o toque é eliminado da nossa rotina?

Quando deixamos de ter contato físico, ou diminuímos ele drasticamente, como no caso da pandemia, isso pode deixar uma sensação de vazio. Tivemos que inventar formas de manter nossa conexão e comunicar nosso afeto. Para alguns, isso pode ter sido positivo, pois conseguiram desenvolver novas formas criativas de interação e conexão social.

Outras pessoas acabaram trocando o afeto por autocuidado, focando em práticas de relaxamento, exercícios físicos, leituras ou cursos. Mas, para um número considerável de pessoas, a falta do contato físico prejudicou, aumentando os níveis de depressão, ansiedade e fobia social.

Com uma retomada de atividades e encontros presenciais acontecendo, é preciso aprender a reintroduzir a comunicação afetiva. Sabe quando você reencontra um grupo de pessoas ou volta a frequentar lugares que ia antes da pandemia e não sabe como agir agora? 

É importante ressaltar que esse movimento vai ser fundamental para a saúde mental da humanidade. À medida que você procura retornar a um senso de normalidade após extensos períodos de isolamento, dê a si mesmo a chance de sentir estranhamento, mas também de sentir o valor do afeto novamente.

Afinal, a conexão e a interação face a face são formas vitais de comunicação e foram amplamente reduzidas durante a pandemia do COVID-19. É normal sentir falta desses tipos de conexões, assim como do toque afetuoso.Cuide da sua saúde física e mental e tome providências para reincorporar métodos de afeto em sua vida.

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Por que lidar com mudanças não é fácil? https://taniaosanipsicologia.com.br/blog/por-que-lidar-com-mudancas-nao-e-facil/ https://taniaosanipsicologia.com.br/blog/por-que-lidar-com-mudancas-nao-e-facil/#respond Fri, 25 Feb 2022 14:05:52 +0000 https://taniaosanipsicologia.com.br/blog/?p=507 2 minutos Toda transformação, seja qual for, por mais desejada que seja, envolve ganhos e também perdas. A mudança é uma parte inevitável da vida, mas saber disso não significa que lidar com a mudança seja fácil. Encontrar maneiras de aceitar e lidar pode tornar essas transições mais suaves e menos problemáticas. A mudança requer ajustes. Às vezes, podem ser pequenas coisas, como encontrar uma nova maneira de fazer algo ou adicionar um novo passo a algumas de suas rotinas diárias. Em outros casos, Continue lendo

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Toda transformação, seja qual for, por mais desejada que seja, envolve ganhos e também perdas. A mudança é uma parte inevitável da vida, mas saber disso não significa que lidar com a mudança seja fácil. Encontrar maneiras de aceitar e lidar pode tornar essas transições mais suaves e menos problemáticas.

A mudança requer ajustes. Às vezes, podem ser pequenas coisas, como encontrar uma nova maneira de fazer algo ou adicionar um novo passo a algumas de suas rotinas diárias. Em outros casos, você pode descobrir que a mudança introduz interrupções significativas na maneira como você vive sua vida. Isso pode criar estresse ou sentimentos de ansiedade e depressão em alguns casos.

É como uma travessia, um caminho, não se dá num único momento, envolve um processo que vai desde o desejo inicial de mudar, passa pela decisão, envolve reconhecimento do que foi deixado para trás, o surgimento dos mais variados sentimentos – inclusive o desejo de voltar atrás ou desistir – até a assimilação do novo estado ou condição, e isso leva tempo, pode levar bastante tempo e está tudo bem!

Como você lida com suas mudanças pode desempenhar um papel no seu bem-estar mental geral, incluindo como você se sente em relação à sua vida. Se você está lutando para lidar com uma mudança, pode ficar com sentimentos de negatividade, amargura, culpa ou arrependimento pelo resultado.

Se você tende a ser resiliente diante dos desafios da vida, pode se recuperar e se adaptar com relativa facilidade. Mas, se você tende a se esforçar mais com as transições, pode precisar de uma ajudinha extra para voltar aos trilhos.

A maneira como você pensa sobre a mudança desempenha um papel importante na determinação de como você lida com isso. O fundamental é dar-se tempo, observar o que se sente, acolher-se… Quando o mundo está mudando ao seu redor, manter algum senso de normalidade pode ser uma maneira útil de minimizar o estresse e encontrar conforto. Pesquisas descobriram que manter rotinas pode ajudar as pessoas a lidar melhor com os sintomas de estresse e ansiedade. Coisas simples, como ir para a cama e acordar no mesmo horário todas as manhãs, podem fornecer uma sensação de estrutura, mesmo que pareça que outras áreas de sua vida são menos previsíveis.

Você nem sempre pode controlar as mudanças, mas pode gerenciar como responder a essas mudanças. Desenvolver uma atitude positiva é uma ótima maneira de promover a resiliência, mas também é importante cuidar de si mesmo durante esses tempos de transição. Certifique-se de manter uma rotina, cuidando de suas necessidades físicas e emocionais e pedindo ajuda aos seus entes queridos quando precisar de uma mão extra. E se estiver sofrendo demais com as mudanças, sejam elas quais forem, buscar ajuda, afinal você não precisa dar conta de tudo sozinha(o).

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Sinais de que você está reprimindo suas emoções https://taniaosanipsicologia.com.br/blog/sinais-de-que-voce-esta-reprimindo-suas-emocoes/ https://taniaosanipsicologia.com.br/blog/sinais-de-que-voce-esta-reprimindo-suas-emocoes/#respond Tue, 22 Feb 2022 09:05:00 +0000 https://taniaosanipsicologia.com.br/blog/?p=503 3 minutos Embora, em alguns casos, seja comum reprimir nossos sentimentos de forma consciente, é mais comum fazer isso sem nem perceber. Alguns sinais de que você não está expressando totalmente suas emoções incluem: Parece que as outras pessoas não entendem ou não se conectam com você.Você não está conseguindo o que quer quando passa tempo com outras pessoas.Você costuma experimentar sintomas somáticos, como dor de estômago ou problemas digestivos, dores de cabeça, coração acelerado e tensão.Você sente raiva e frustração crescentes com o Continue lendo

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Embora, em alguns casos, seja comum reprimir nossos sentimentos de forma consciente, é mais comum fazer isso sem nem perceber. Alguns sinais de que você não está expressando totalmente suas emoções incluem:

  • Parece que as outras pessoas não entendem ou não se conectam com você.
  • Você não está conseguindo o que quer quando passa tempo com outras pessoas.
  • Você costuma experimentar sintomas somáticos, como dor de estômago ou problemas digestivos, dores de cabeça, coração acelerado e tensão.
  • Você sente raiva e frustração crescentes com o mundo e com os outros.
  • Você desenvolve sentimentos de ressentimento em relação aos outros, sem compreender o motivo.

Quando reprimimos nossas emoções e sentimentos, sufocamos uma parte importante de nós mesmos(as) e por mais que seja difícil reconhecê-los, sobretudo porque aprendemos a não expressá-los, eles não vão embora e acabam se manifestando de outras formas, sejam por meio de dores pelo corpo, alergias, dificuldades cognitivas como memória e atenção diminuídas, insônia, pensamento acelerado,  comportamentos imprevisíveis como “ataques” de fúria e de choro, entre outros. 

Quando alguém pede: “fale-me sobre você”, a reação de quem reprime suas emoções pode variar de um  simples ‘não sei’ até uma tentativa de mudar de assunto, encerrar a conversa ou até mesmo sair da sala.

Os sinais de que alguém está reprimindo emoções também podem ser detectados em palavras escolhidas, tom e linguagem corporal. 

O que nos faz reprimir as emoções? 

Reprimir as emoções também é um jeito de lidar com elas, embora de forma distorcida. Quantos de nós aprendemos a entrar em contato, reconhecer e a expressar o que sentíamos quando crianças ou ao longo da vida? Quantos de nós fomos ensinados que deveríamos desagradar a nós mesmos para agradar ao outro? Ou, a não chorar porque era sinônimo de “fraqueza”? Pois é, tudo isso fica registrado em nós, em nossas memórias afetivas e continuamos a reproduzir esta forma de lidar (ou, de não lidar) com o que sentimos quando adultos. 

As razões pelas quais – na maioria das vezes – reprimimos nossas emoções podem variar, mas todas parecem derivar do medo da vulnerabilidade. De sermos julgados, de perder o amor e afeto do outro, de não ser aceito e amado pelo que somos. 

Se você identifica que reprime suas emoções, não se culpe por isso, busque ajuda. O primeiro passo é conseguir entrar em contato com o que se sente, perder a vergonha ou medo de acessar seus sentimentos tanto do passado, relacionados à sua história de vida, quanto do presente; esse acesso, sem julgamentos e com um profissional ajudando a clarificar e ampliar a sua compreensão de si mesmo, permitirá que você chegue a um próximo passo, Reconhecer o que sente, quais são esses sentimentos e emoções que foram reprimidos e porque eles causam tanta dor: medo, raiva, frustração, angústia, vergonha, tristeza, culpa, insegurança…o que eles significam na sua história de vida? A serviço de quê eles existem no seu funcionamento psicológico? Isso o levará  a um terceiro ponto: conseguir encontrar o seu jeito de expressar o que sente, gerenciando e comunicando isso na sua relação consigo mesmo e com as pessoas, com a autenticidade e a  coragem necessária, da qual precisamos para estar no mundo.  

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