{"id":76,"date":"2019-11-04T18:57:22","date_gmt":"2019-11-04T18:57:22","guid":{"rendered":"https:\/\/taniaosanipsicologia.com.br\/blog\/?p=76"},"modified":"2019-11-04T19:01:24","modified_gmt":"2019-11-04T19:01:24","slug":"a-sindrome-do-impostor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/taniaosanipsicologia.com.br\/blog\/a-sindrome-do-impostor\/","title":{"rendered":"A S\u00edndrome do Impostor"},"content":{"rendered":"

Tempo de leitura: 11 minutos<\/small><\/p> \n

Voc\u00ea j\u00e1 teve a sensa\u00e7\u00e3o de desconfiar de si mesmo em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s suas conquistas? De que o seu sucesso profissional ou pessoal parecem ser uma mentira? \u00c9 comum conhecer pessoas que sentem o sucesso como um exagero, percebendo-se como n\u00e3o merecedores dele. N\u00e3o importa o quanto s\u00e3o capacitadas e preparadas para fazer o que fazem o sentimento de insufici\u00eancia e incerteza sobre suas habilidades est\u00e1 presente. 
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A S\u00edndrome do Impostor \u00e9 um termo j\u00e1 conhecido e que vem sendo estudado h\u00e1 alguns anos. Mas recentemente, depois de uma fala da ex-primeira dama dos Estados Unidos, Michelle Obama, o tema voltou com tudo ao centro das discuss\u00f5es. Em uma visita a uma escola para garotas em Londres, Michelle falou sobre suas experi\u00eancias com a inseguran\u00e7a e o questionamento sobre suas pr\u00f3prias capacidades. “Ainda sofro um pouco de s\u00edndrome do impostor. Ela nunca desaparece. Compartilho isso com voc\u00eas porque todas temos d\u00favidas sobre nossas habilidades,  nosso poder e o que \u00e9 esse poder”, disse, segundo uma reportagem da BBC.
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A chamada s\u00edndrome do impostor diz de pessoas que n\u00e3o se sentem merecedoras de seu sucesso, sentem que o sucesso que alcan\u00e7aram \u00e9 exagerado ou n\u00e3o se sentem pertencer \u00e0quele lugar que ocupam no trabalho ou estudo. N\u00e3o acreditam que o seu sucesso possa vir de sua intelig\u00eancia, compet\u00eancias ou habilidades pessoais, desconfiando de si mesmas. Junto disso, soma-se a sensa\u00e7\u00e3o de que a qualquer instante a sua \u2018incompet\u00eancia\u2019 ser\u00e1 descoberta. <\/p>\n\n\n\n

Essa sensa\u00e7\u00e3o de n\u00e3o ser bom o suficiente, costuma aparecer mais diante de novos desafios, que podem aumentar a ansiedade e inseguran\u00e7a e costumam estar mais ligadas a carreira profissional, estudos ou no conv\u00edvio social. Seja o que for que voc\u00ea ir\u00e1 realizar o medo de fracassar estar\u00e1 sempre presente.<\/p>\n\n\n\n

Atualmente, as redes sociais, de maneira geral, tem contribu\u00eddo com a sensa\u00e7\u00e3o de “insufici\u00eancia” pessoal.
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As redes sociais permitiram que todos pudessem construir, criar e selecionar sua melhor imagem pessoal. Hoje \u00e9 muito comum que todos n\u00f3s tenhamos uma esp\u00e9cie de \u201cmarca\u201d constru\u00edda nas redes sociais. A forma como os outros interagem tamb\u00e9m ajuda a refinar esta imagem pessoal e vai alterando-a conforme o retorno das pessoas. Esse processo din\u00e2mico de troca vai criando uma dissocia\u00e7\u00e3o entre a pessoa do perfil e a pessoa real. 
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A maioria dos perfis de redes sociais apresenta a vida de uma pessoa atrav\u00e9s de de um filtro  representando apenas os aspectos melhores e mais agrad\u00e1veis. Uma \u00fanica imagem “sincera” pode ter exigido horas de prepara\u00e7\u00e3o e dezenas de poses fotogr\u00e1ficas. As imagens desfavor\u00e1veis \u200b\u200bou imperfeitas passam despercebidas e geralmente s\u00e3o descartadas. 
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Para alguns indiv\u00edduos, o uso da m\u00eddia social pode contribuir para a s\u00edndrome do impostor. Essas pessoas podem ter problemas para reconhecer suas realiza\u00e7\u00f5es. Eles podem sentir como se as suas verdadeiras habilidades n\u00e3o estivessem \u00e0 altura de sua reputa\u00e7\u00e3o e, como resultado, tivessem s\u00e9rias d\u00favidas sobre si mesmas. Estima-se que 70% das pessoas sentir\u00e3o s\u00edndrome de impostor durante a vida.
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Reconhecendo a S\u00edndrome do Impostor<\/strong>
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Na d\u00e9cada de 1970, os pesquisadores identificaram o fen\u00f4meno pela primeira vez entre mulheres de alto desempenho que se sentiam fraudes. Desde ent\u00e3o, os pesquisadores identificaram o fen\u00f4meno entre muitos grupos. Grupos que passaram por alguma exclus\u00e3o social, sejam estas, raciais, \u00e9tnicas ou sociais, s\u00e3o mais vulner\u00e1veis \u200b\u200bdevido \u00e0s cr\u00edticas desde a inf\u00e2ncia sobre as suas capacidades,  o que pode contribuir com a sensa\u00e7\u00e3o, depois de adultas, de n\u00e3o pertencimento \u00e0s suas conquistas. 
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Opress\u00e3o, discrimina\u00e7\u00e3o e microagress\u00f5es podem ajudar a ativar este sentimento de d\u00favida. Um estudo de 2017 da Universidade do Texas  vinculou a chamada s\u00edndrome do impostor entre estudantes de minorias \u00e9tnicas e raciais ao aumento da depress\u00e3o e da ansiedade.
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Pessoas que  podem se preocupar com o fato de terem \u201cenganado\u201d todos a superestimar seu talento, intelig\u00eancia, popularidade,  etc. Eles geralmente acreditam que seu sucesso \u00e9 meramente ilus\u00f3rio, um produto da sorte e n\u00e3o do m\u00e9rito. Outras caracter\u00edsticas comuns da s\u00edndrome do impostor incluem:
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