{"id":546,"date":"2022-06-29T15:24:59","date_gmt":"2022-06-29T15:24:59","guid":{"rendered":"https:\/\/taniaosanipsicologia.com.br\/blog\/?p=546"},"modified":"2022-06-29T15:25:43","modified_gmt":"2022-06-29T15:25:43","slug":"e-hora-de-dar-nome-para-o-seu-sentimento-de-vergonha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/taniaosanipsicologia.com.br\/blog\/e-hora-de-dar-nome-para-o-seu-sentimento-de-vergonha\/","title":{"rendered":"\u00c9 hora de dar nome para o seu sentimento de vergonha"},"content":{"rendered":"

Tempo de leitura: 4 minutos<\/small><\/p> \n

\u201cA vulnerabilidade \u00e9 o cerne do medo, mas tamb\u00e9m o ber\u00e7o do amor e do pertencimento.\u201d Brene Brown<\/em><\/p>\n\n\n\n

Todo ser humano, em sua vida, quer experimentar a sensa\u00e7\u00e3o de amor e pertencimento. A autora da frase acima, Brene Brown, se dedicou a estudar a vergonha e a vulnerabilidade. Brown descobriu que existe um sentimento que separa quem sente vergonha e falta de conex\u00e3o verdadeira e quem \u00e9 capaz de experimentar o amor e pertencimento. Esse sentimento chama-se merecimento. Para a autora, quem consegue sentir que \u00e9 amada(o) e consegue criar conex\u00f5es verdadeiras s\u00e3o aquelas pessoas que acreditam que s\u00e3o dignas(os) desse amor.<\/p>\n\n\n\n

O medo da rejei\u00e7\u00e3o \u00e9 algo permanente nas pessoas que convivem com a vergonha diariamente. Muitas vezes, vivenciamos traumas, viol\u00eancias e outras experi\u00eancias de controle, desamor e desafeto que geram a vergonha. O que decorre disso, \u00e9 que a nossa percep\u00e7\u00e3o nos prega pe\u00e7as, e acabamos, muitas vezes, por nos apegar a esses aspectos de nossa hist\u00f3ria de vida que nos \u201cprovam\u201d do quanto \u201cn\u00e3o somos dignos\u201d, e vivemos com medo de sermos rejeitados, abandonados, magoados, n\u00e3o amados ou descobertos como uma fraude.<\/p>\n\n\n\n

A vergonha acaba sendo uma forma distorcida de nos protegermos dos perigos do mundo. De sermos expostos, ridicularizados, do medo aterrorizante que sentimos de sermos rejeitados novamente, e acabamos por pensar que, permanecendo em guarda, para nos proteger, evitaremos de viver novas situa\u00e7\u00f5es de sofrimento. Mesmo que, \u00e0s vezes, seja s\u00f3 uma percep\u00e7\u00e3o que existe em nossas cabe\u00e7as e n\u00e3o uma realidade. Acabamos por evitar a vulnerabilidade e n\u00e3o falamos sobre isso, n\u00e3o falamos sobre o que sentimos. Ent\u00e3o, permanece a vergonha, como um imenso escudo que nos protege, mas tamb\u00e9m nos isola do mundo. <\/p>\n\n\n\n

A explica\u00e7\u00e3o curta \u00e9 que sentir-se indigna(o) n\u00e3o se baseia na realidade, mas em uma exposi\u00e7\u00e3o a palavras ou experi\u00eancias em um momento crucial de nossas inf\u00e2ncias (predominantemente), mas certamente em algum momento impactante em nossas vidas. Em seguida, traduzimos essas experi\u00eancias em sentimentos n\u00e3o bons o suficiente. Sentimos abandono, confus\u00e3o sobre nossos instintos ou falta de amor. Alguns exemplos dessas experi\u00eancias de inf\u00e2ncia seriam: sentir-se pressionado a tirar todos os 10’s (para se tornar um perfeccionista), pais dizendo que voc\u00ea nunca ganhar\u00e1 dinheiro com arte (para que voc\u00ea abandone seu sonho) ou, ter pais que n\u00e3o se envolvem emocionalmente  (assim voc\u00ea cresce sentindo-se n\u00e3o amada ou amado).<\/p>\n\n\n\n

H\u00e1 tamb\u00e9m uma boa quantidade de vergonha envolvida em cada uma dessas experi\u00eancias e a verdade \u00e9 que, a menos que a gente consiga nomear essa vergonha, nunca a deixaremos ir \u2013 e continuar\u00e1 sendo o diretor secreto de nossas vidas. A vergonha nos impedir\u00e1 de correr qualquer risco que acreditamos que possa expor o que sentimos \u2013 riscos em relacionamentos, riscos na busca de nossos sonhos reais e at\u00e9 mesmo riscos em nos permitirmos ser vulner\u00e1veis. <\/p>\n\n\n\n

Ent\u00e3o, o que voc\u00ea faz? Comece permitindo-se ser vulner\u00e1vel \u2013 e saiba que voc\u00ea n\u00e3o apenas sobreviver\u00e1, mas tamb\u00e9m conseguir\u00e1 passar por isso. Quando somos feridos emocionalmente achamos que n\u00e3o vamos suportar, mas \u00e9 poss\u00edvel. Lembre-se, sempre temos uma escolha sobre como nos sentimos \u2013 desde que estejamos conscientes. Sim, \u00e0s vezes voc\u00ea vai se machucar. Mas o que voc\u00ea faz com essa dor \u00e9 com voc\u00ea.<\/p>\n\n\n\n

Veja onde mora a vergonha. Identifique a vergonha. Nem sempre \u00e9 \u00f3bvio, mas a vergonha pode existir em esconderijos secretos como: \u201cN\u00e3o sou atraente e, portanto, n\u00e3o sou am\u00e1vel\u201d ou \u201cCometi erros t\u00e3o est\u00fapidos quando era mais jovem que, se algu\u00e9m descobrir, vai pensar que sou horr\u00edvel.\u201d<\/p>\n\n\n\n

Ignorar o fato de que nos sentimos vulner\u00e1veis \u200b\u200bfaz com que tenhamos ainda mais medo. Nosso medo nos faz entorpecer e n\u00e3o enfrent\u00e1-los. O trabalho de Brown \u00e9 importante porque ela diz que devemos aceitar sermos imperfeitos e vulner\u00e1veis. Ao perceber que somos imperfeitos e vulner\u00e1veis, percebemos que todos nascemos dignos de amor e conex\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n

Vergonha e vulnerabilidade s\u00e3o universais! Todo mundo sente em n\u00edveis diferentes e em momentos diversos da vida. Quando eles n\u00e3o s\u00e3o falados ou reconhecidos, eles nos prejudicam, fazendo com que nos sintamos indignos.<\/p>\n\n\n\n

E voc\u00ea, consegue encontrar e nomear seu sentimento de vergonha?\u00a0<\/p>\n\n\n\n

Colabora\u00e7\u00e3o: Pablo Brito<\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"

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