{"id":50,"date":"2019-10-03T21:05:34","date_gmt":"2019-10-03T21:05:34","guid":{"rendered":"https:\/\/taniaosanipsicologia.com.br\/blog\/?p=50"},"modified":"2019-10-03T21:05:36","modified_gmt":"2019-10-03T21:05:36","slug":"medo-do-abandono","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/taniaosanipsicologia.com.br\/blog\/medo-do-abandono\/","title":{"rendered":"Medo do Abandono"},"content":{"rendered":"
Tempo de leitura: 4 minutos<\/small><\/p> \n
O medo do abandono pode ser caracterizado como uma grande preocupa\u00e7\u00e3o que podemos desenvolver de que as pessoas pr\u00f3ximas nos deixar\u00e3o.
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Voc\u00ea j\u00e1 falou ou pensou em algumas destas frases:
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Qualquer pessoa pode desenvolver um medo de abandono. Pode estar profundamente enraizado em uma experi\u00eancia traum\u00e1tica que voc\u00ea teve quando crian\u00e7a ou em um relacionamento angustiante na idade adulta.
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Quem tem medo do abandono, sente uma dificuldade imensa em manter relacionamentos saud\u00e1veis. Esse medo paralisante pode levar ao isolamento a fim de evitar se machucar. A pessoa tamb\u00e9m pode, inadvertidamente, sabotar seus relacionamentos.
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As pessoas temem o abandono de diversas formas. H\u00e1 quem tenha medo da dist\u00e2ncia f\u00edsica, de que a pessoa v\u00e1 embora e n\u00e3o volte mais. Existem pessoas tamb\u00e9m que possuem medo de que os outros abandonem as suas necessidades emocionais. Quando voc\u00ea se sente t\u00e3o bem ou t\u00e3o seguro ao lado de uma pessoa, que n\u00e3o imagina como \u00e9 viver sem ela. E isso pode acontecer com parceiros, amigos e parentes, principalmente os pais.
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O medo do abandono emocional pode ser menos \u00f3bvio que o abandono f\u00edsico, mas n\u00e3o \u00e9 menos traum\u00e1tico. Todos n\u00f3s temos necessidades emocionais de sermos amados, valorados e aceitos como pessoas que somos. Quando essas necessidades n\u00e3o s\u00e3o atendidas, nos sentimos desvalorizados, n\u00e3o amados e desconectados. \u00c9 comum pessoas que se sentem muito sozinhas, mesmo quando est\u00e3o em um relacionamento com algu\u00e9m que est\u00e1 fisicamente presente. Quem experimentou abandono emocional no passado, especialmente quando crian\u00e7a, pode viver com um medo cont\u00ednuo de que isso aconte\u00e7a novamente.
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\u00c9 absolutamente normal que beb\u00eas e crian\u00e7as pequenas passem por um est\u00e1gio chamado de ansiedade de separa\u00e7\u00e3o. Eles podem chorar ou gritar quando os pais (ou seu cuidador principal) tiverem que sair. As crian\u00e7as nesta fase t\u00eam dificuldade em entender quando ou se essa pessoa retornar\u00e1. Quando eles come\u00e7am a entender que os entes queridos retornam, eles superam o medo. Para a maioria das crian\u00e7as, isso acontece no terceiro anivers\u00e1rio.
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Um dos pressupostos b\u00e1sicos da Teoria do Apego de Bowlby (1989) \u00e9 de que as primeiras rela\u00e7\u00f5es de apego, estabelecidas na inf\u00e2ncia, afetam o estilo de apego do indiv\u00edduo ao longo de sua vida. As experi\u00eancias iniciais com nossos pais ou cuidadores iniciam o que depois se apresentar\u00e1 nas expectativas sobre si mesmo, dos outros e do mundo em geral, com implica\u00e7\u00f5es importantes na personalidade em desenvolvimento.
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Se tudo vai bem nessa rela\u00e7\u00e3o inicial, h\u00e1 satisfa\u00e7\u00e3o e um senso de seguran\u00e7a. Se a rela\u00e7\u00e3o est\u00e1 amea\u00e7ada, existe ci\u00fame, ansiedade e raiva. Se ocorre uma ruptura f\u00edsica ou emocional, h\u00e1 dor e depress\u00e3o. Finalmente, existe uma forte evid\u00eancia de que a forma segundo a qual o comportamento de apego de uma pessoa se organiza, depende, em alto grau, dos tipos de experi\u00eancias que teve inicialmente na sua vida (BOWLBY, 1989, p.19).
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J\u00e1 nos relacionamentos, o medo nos deixa vulner\u00e1vel. Pessoas criam problemas de confian\u00e7a e se preocupam excessivamente com o seu relacionamento. Isso pode criar situa\u00e7\u00f5es de ci\u00fames e desconfian\u00e7a. O alerta \u00e9 que quase sempre, este tipo de ansiedade pode realmente afastar a pessoa amada, refor\u00e7ando o medo do abandono, um ciclo muito perigoso.
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O medo do abandono n\u00e3o \u00e9 um dist\u00farbio de sa\u00fade mental diagnostic\u00e1vel, mas certamente pode ser identificado e tratado. Al\u00e9m disso, esse sentimento pode fazer parte da personalidade da pessoa ou outro dist\u00farbio que deve ser tratado.
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O primeiro passo para superar seu medo \u00e9 reconhecer por que voc\u00ea se sente assim. Voc\u00ea pode resolver seus medos sozinho ou com psicoterapia. Mas o medo do abandono tamb\u00e9m pode fazer parte de um dist\u00farbio de personalidade que precisa de tratamento.
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O que pode ajudar \u00e9 tentar parar o duro autojulgamento. Valorizar todas as suas qualidades e lembrar do que faz voc\u00ea ser uma boa pessoa, um bom amigo, uma boa namorada ou namorado ou um bom filho. Todos n\u00f3s temos potencial de mudarmos, crescermos e nos desenvolvermos como pessoa.
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Conversar abertamente sobre isso tamb\u00e9m pode ajudar, mas sempre sem gerar expectativas no retorno do seu interlocutor. Ter e manter amizades e construir uma rede de suporte tamb\u00e9m \u00e9 importante. Amizades fortes aumentam nossa autoestima e o sentimento de pertencimento. E claro, voc\u00ea pode e deve sempre considerar falar com um psicoterapeuta sobre isso. <\/p>\n\n\n\n
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4 minutos<\/small> O medo do abandono pode ser caracterizado como uma grande preocupa\u00e7\u00e3o que podemos desenvolver de que as pessoas pr\u00f3ximas nos deixar\u00e3o. Voc\u00ea j\u00e1 falou ou pensou em algumas destas frases: N\u00e3o vou me aproximar o suficiente dessa pessoa, sem apego, sem abandono.E se perceberem que estou falhando?Preciso que gostem de mim o suficiente para me quererem sempre por perto.Estas cr\u00edticas arrasaram com meu emocional. Estou chateada(o) comigo mesma(o), deveria ter dado o meu melhor. Estou me sentindo inadequado, parece que n\u00e3o agrado \u00e0s pessoas. Melhor Continue lendo<\/span>\u2192<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":51,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[],"class_list":["entry","author-admin","post-50","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-psicoterapia"],"yoast_head":"\n